segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sim ou Não?


Gerou-se, hoje, uma fervorosa discussão numa das minhas aulas sobre a adopção de casais homossexuais. As opiniões divergem: uns são a favor, outros são contra. Na minha opinião, os casais homossexuais têm tanto direito a adoptar uma criança como um casal heterossexual e não tenho problema nenhum em dizê-lo.
E sou a favor por diversas razões.
A razão mais vezes apresentada é a de que as crianças vão ser humilhadas ou gozadas na sociedade, na escola, em público e nunca vão conseguir ter uma vida normal como todas as outras crianças e por isso vão ser infelizes. Ora bem, eu cá acho que uma criança apenas consegue ser feliz se em casa tiver um suporte onde saiba que pode sempre apoiar-se seja qual for a situação. Uma criança apenas é feliz se em casa tiver amor, carinho, alguém que cuide dela e a trate bem, com tudo aquilo a que ela tem direito. E parece-me que é indiferente se essa criança tem em casa dois pais "convencionais" ou dois homens ou duas mulheres. Who cares?! Apenas quem tem mente muito fraca vai atacar alguém com isso.
E o aceitar da adopção por parte de um casal homossexual é um passo contra isso: quanto mais a situação for normalizada, melhor. Então se isso for permitido, legalizado vai tornar-se uma coisa normal para as gerações futuras e portanto aqueles que gozarem ou humilharem serão uma minoria e é uma coisa com a qual não teremos de nos preocupar mais.
Eu sou a favor porque sinto que é melhor uma criança ter dois pais ou duas mais em casa do que estar numa instituição e sentir que ninguém a quer, que não é nada mais que lixo, que não presta, que passar o resto da sua vida a achar que não vale nada. Eu sou a favor porque sinto que é melhor uma criança ter dois pais ou duas mães do que ser maltratada em casa, é mais favorável do que ver uma criança ver os pais chegarem bêbados a casa ou drogados ou wtv.
Isto sou só eu, é só a minha opinião. Mas no dia em que os homossexuais poderem adoptar uma criança, eu vou ser um bocadinho mais feliz e vou achar o mundo o sítio mais agradável, acolhedor, mais bonito. Eu acho e vou achar sempre que o propósito da vida é ser-se feliz e tentar fazer os outros felizes. Por isso, o importante é ter uma família, o importante não é se essa família é composta por dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher. Têm todos o direito de serem felizes. Por isso deixem-se de preconceitos, deixem de ter a mente pequena.
E eu continuo a defender: o problema não está nos homossexuais que querem adoptar crianças, o problema está sim na cabeça das pessoas.

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