sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sétima Arte | The Danish Girl & Steve Jobs & 45 Years

The Danish Girl

Estava curiosa para ver The Danish Girl, porque o tema que aborda não é frequentemente abordado no grande ecrã. Lili Elbe, nascida Einar Wegener (Eddie Redmayne) foi das primeiras pessoas a fazer cirurgia para mudar de sexo. Einar era o marido de Gerda Wegener (Alicia Vikander). Ambos eram pintores, Einar era um pintor de sucesso, e viviam um casamento feliz. Pelo menos são-nos apresentados dessa forma logo no início do filme.
Um filme interessante e sobretudo um filme bonito e interessante aos olhos mas que podia ter muito mais conteúdo do que aquele que tem, e podia ser muito mais interessante do que o que foi. No final ficamos com a sensação de a forma o que vimos foi uma oportunidade perdida. Pessoalmente senti que não consegui entrar nas cabeças de Einar/Lili ou Gerda, não há a profundeza psicológica que as personagens pedem e gostava muito de ter visto a reacção da sociedade dos anos 20 a esta transformação que era uma novidade para a época.
As interpretações de Eddie Redmayne e Alicia Vikander são, sem nenhuma dúvida, o melhor que o filme nos oferece. Redmayne transforma-se outra vez, numa prestação fabulosa e que naturalmente lhe garantiu uma nomeação na categoria de Melhor Actor. No entanto, Alicia Vikander é, para mim, a mais fabulosa. Depois de a ver ser excelente em Ex Machina, tive o prazer de a rever aqui, com uma prestação magnífica e que lhe garantiu a nomeação na categoria de Melhor Actriz Secundária.

Steve Jobs
Lançamento do Macintosh, 1984. Lançamento do computador NExT em 1988. Lançamento do iMac em 1998. Três lançamentos de três produtos importantes na carreira - e na vida - de Steve Jobs.
Danny Boyle conta-nos a vida de Jobs através dos momentos que antecedem essas três apresentações dos três produtos, sem nunca nos mostrar a apresentação.
A verdade é que a maioria das coisas não aconteceram como Boyle nos diz que aconteceram. Os maiores dramas da vida de Jobs não eram todos 40 minutos antes de cada apresentação e a maioria das pessoas que trabalhou com Jobs afirma que a forma como ele é apresentado no filme não corresponde à realidade.
É um filme que entretém, mas não é o filme que representa a vida de Jobs, nem o próprio, da forma mais fidedigna ou fiel. Michael Fassbender, que está inegavelmente bom (e nomeado a Melhor Actor) nunca me parece Steve Jobs.
Se não tivesse como título um dos nomes dos génios maiores dos últimos anos nem se apresentasse como uma representação da sua vida seria um filme certamente muito melhor. O filme é bom, mas desilude porque se centra em apenas três momentos (que, ainda por cima, não são retratos fieis da realidade) da vida grandiosa de um génio!
Para além da nomeação de Fassbender ao Oscar de Melhor Actor, valeu ainda a nomeação da Kate Winslet, que nunca desilude, a Melhor Actriz Secundária.

45 Years
Há muitos filmes sobre amor, geralmente cheios de clichés e lugares comuns. Acho que é por isso que não sou fã de romances, a maioria parecem-me iguais e demasiado previsíveis. 45 Years é sobre amor e a sua resistência, e sobre o casamento.
Kate Mercer (Charlotte Rampling) e Geoff Mercer (Tom Courtenay) são um casal inglês que está a uma semana de festejar o seu 45º aniversário de casamento. Por problemas de saúde de Geoff, viram-se impossibilitados de festejar o 40º aniversário. No entanto, Geoff recebe uma carta das autoridades suíças que o informam que o corpo de Katya, o seu primeiro amor, tinha sido encontrado em perfeito estado de conservação. Naturalmente, Geoff fica abalado e leva a que Kate a questionar o seu casamento.
O filme constrói-se devagar e não há um clímax, um ponto alto. O registo é constante e não precisamos das palavras de Kate ou Geoff para percebermos o que se passa no seu íntimo. É um filme melancólico e todas as cenas são naturais. Não há artifícios, porque são dispensáveis. É um filme que nos faz sentir que nunca devemos tomar nada por garantido - se uma simples carta pode abalar um casamento construído durante 45 anos, tudo pode ser abalado e até mesmo destruído.
Um filme de uma hora e meia do mais realista que o cinema pode ser. Charlotte Rampling está nomeada, merecidamente, na categoria de Melhor Actriz porque oferece à sua personagem tudo o que ela precisa: credibilidade, naturalidade, drama e amor. Sem esquecer a também excelente interpretação de Tom Courtenay! Um filme que certamente não agradará a todos por haver pouca ou quase nenhuma acção mas que me agrada a mim. Agrada-me, principalmente, por ser tão distinto na sua normalidade.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A pobreza da televisão portuguesa

Num momento normal de zapping hoje à tarde passei pela CMTV. Não é um canal que aprecio, pelas razões óbvias. Hoje, em letras grandes, estava lá escrito "Velório em Directo". Eu passei, nem sequer dei atenção, só depois tomei consciência do que ali estava escrito e voltei para trás. Estava mesmo escrito "Velório em Directo". Fiquei estupefacta. Nem dois minutos levei a compreender que se tratava da transmissão em directo do funeral de Samira, a menina de três anos que morreu afogada em Caxias. Continuei estupefacta. 
Questionei-me sobre os critérios que os fazem transmitir o funeral de uma criança. Não encontrei nenhum justificável. Percebi que era naturalmente a caça às audiências sem escrúpulos, profissionalismo e sem respeito nenhum pela criança e pelos seus familiares. O funeral é um momento de despedida, não é um circo mediático que se usa para ganhar o que quer que seja. Tão ou mais preocupante do que saber que a CMTV transmite o funeral de uma criança é saber que tem audiências. Por estas e por outras, dispenso parar na CMTV, cada vez mais!

A minha estante | A transformação de Steve Jobs

Foto: Saída de Emergência
A primeira coisa a captar a minha atenção foi, naturalmente, o nome Steve Jobs. Nunca é demais ler sobre um visionário e um homem que revolucionou a forma como vivemos o dia-a-dia. Logo a seguir a capa holográfica conquistou-me e sabia que este livro não ia demorar muito a estar nas minhas mãos.
Já tinha lido Steve Jobs, a biografia autorizada da autoria de Walter Isaacson e gostei muito. É natural que se entre em comparações sobre qual é a melhor. Se me pedissem alguma coisa para ler sobre Steve Jobs, eu provavelmente referenciava as duas porque oferecem perspectivas diferentes, de diferentes pessoas. Ao ler A Transformação de Steve Jobs fiquei com a sensação de que os autores assumem que o leitor já leu a biografia de Isaacson. 
Enquanto que Isaacson nos leva a conhecer a história de Jobs desde a sua infância, e nos dá a conhecer a vida não só no campo profissional, mas também no campo pessoal através das suas relações familiares e românticas, a biografia de Schendler e Tetzeli centra-se mais na evolução profissional de Steve Jobs, desde a criação da Apple e do seu despedimento da empresa que fundou até ao seu retorno brutal que tirou a Apple de uma situação delicada, já perto da falência, e a tornou numa empresa de incontável sucesso, passando pela criação da NExT e da sua paixão pela Pixar.
Temos acesso a um outro Steve Jobs: mais humano e mais sensível. Assim como temos acesso a alguns episódios que só alguém próximo de Steve Jobs nos poderia narrar, como é o caso de Brent Schlender, o principal escritor desta biografia. Um dos episódios que mais me deliciou foi quando Schlender marcou uma entrevista conjunta com Andy Grove, Bill Gates, Michael Dell e, claro, Steve Jobs para 18 de Dezembro de 2008. Reunir estes quatro homens não era fácil e foi preciso qualquer coisa como seis meses para preparar tudo. Uns dias antes Jobs liga a Schlender para dizer que não ia conseguir aparecer no dia combinado. Ainda não tinha revelado a ninguém que voltara a ficar gravemente doente e estava muito fraco e magro, não queria que ninguém o visse daquela forma. Schlender perguntou-lhe, então, que justificação queria que ele desse a Andy, Bill e Michael. A resposta dele foi mordaz mas maravilhosa, como só poderia ser, vinda de Steve Jobs: "Diz-lhes só que estou a ser um cretino. É o que provavelmente vão pensar, de qualquer maneira, por isso porque não dizê-lo?".
No fim de ler duas biografias de Steve Jobs, fiquei sempre com a mesma sensação: Jobs foi um visionário capaz de mudar o mundo e a forma como o vivemos e experimentamos e é, sem dúvida, uma pessoa que eu gostava muito de ter conhecido! Ontem completava 61 anos, se o cancro não lhe tivesse roubado a vida. Partiu cedo de mais. Acredito piamente que teria muito, muito mais para nos mostrar!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

As opiniões são como os nossos cartões

Os Prémios da Academia estão aí à porta. Dia 28 sabemos quem leva para casa um Óscar. Ainda não vi todos os nomeados nas principais categorias (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Actriz Secundária e Melhor Actor Secundário), mas estou quase a atingir essa meta pela primeira vez na vida. É um motivo de orgulho, eu sei, podem dar-me os parabéns e uma prenda!
Acho que estas entregas de prémios valem o que valem, e valem pouco. Ser o "melhor filme" do ano é relativo, e isso aplica-se a todos as categorias. O melhor filme do ano para mim é, provavelmente, diferente do melhor filme do ano para ti. Por isso não só a escolha dos vencedores, mas também os nomeados para cada categoria, são discutíveis. Apesar de ainda não ter visto todos os nomeados na categoria de melhor filme (faltam-me dois!), já conseguia tirar pelo menos um da lista e sabia qual o filme que nomeava nesse lugar. Para alguns, esse até pode ter sido o filme do ano. Ou do século. Só que não é para mim, de forma nenhuma! Gosto, no entanto, de ver a cerimónia e de ver os filmes nomeados porque por vezes há filmes realmente bons que me passavam ao lado se não fosse pela nomeação numa qualquer categoria.
Este ano a polémica (prémios que se prezem têm pelo menos uma grande polémica antes da cerimónia) chegou cedo e em força com algumas figuras de peso em Hollywood a boicotar a cerimónia. Pouco depois da lista de nomeados ser revelada a meio de Janeiro a hashtag #OscarsSoWhite tornou-se muito popular no Twitter por todos os actores nomeados serem brancos pelo segundo ano consecutivo. Jada Pinkett Smith foi a primeira a revoltar-se contra a academia, seguida de Spike Lee. De opinião contrária estiveram actrizes como Whoopi Goldberg, que já venceu na categoria de Melhor Actriz Secundária em 1990 com o filme Ghost e Charolotte Rampling, que está nomeada na categoria de Melhor Actriz com o filme 45 Years.
Se acho que os Oscars são muito brancos? Não, não acho. Calculo que as pessoas que escolham os nomeados sejam pessoas com o mínimo bom senso e não escolham os filmes pela cor de pele. Não concordo com as quotas que muitos pedem, porque ter quotas nas nomeações é um passo para dar prémios só para ficar bem na fotografia e deixar de premiar o melhor desempenho. Inclusão significa igualdade de oportunidades para todos os actores (seja qual for a cor da pele), mas prémio para o melhor desempenho!
Não se esqueçam que as opiniões são como os nossos cartões: pessoais e intransmissíveis. A nomeação e o vencedor são, por norma, sempre discutíveis porque todos temos gostos e histórias diferentes que, naturalmente, nos fazem gostar de certos e determinados filmes. É natural e é bom que assim seja. Era muito mais chato se gostássemos todos do mesmo, não era?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Eles nunca vão entender


O derby

No rescaldo do derby há sempre algumas notas a tomar, como há em todos os jogos. Só que o derby tem contornos especiais. Principalmente este que, apesar de não ser o mais mediático, é sem dúvida o mais emocionante e tem cada vez mais qualidade. Acho que todos ganhamos com isso, desde os adeptos de futebol no geral à Liga Portuguesa. Passemos, portanto, ao que interessa:
  • As estatísticas informam que no total dos 133 confrontos (para todas as competições) o Vitória e o Braga têm 52 vitórias cada um e empataram 29 vezes. Nos últimos anos o Braga tem levado a melhor, principalmente porque tem, de momento, uma estrutura capaz e uma estabilidade financeira que o Vitória não tem, fruto de uma má gestão que debilitou o clube e obrigou a fazer esforços para se manter à tona.
  • Ainda não ganhamos na Pedreira, e infelizmente não foi ontem que o fizemos. Um empate não é o pior resultado, principalmente depois de estar a perder por 2-0, mas não é o mais satisfatório. Estou, contudo, satisfeita pela minha equipa ter sido superior numa casa tipicamente difícil.
  • Gostei da garra da equipa, apesar de terem entrado muito mal no jogo e da apatia depois de André Pinto ser expulso por duplo amarelo. Para além de tudo o resto, é preciso muita garra para empatar o jogo depois de sofrer dois golos, e voltar a empatar depois de voltar a sofrer.
  • Dentro das quatro linhas empatamos, nas bancadas goleamos. Apesar do Braga ter crescido nos últimos anos, ainda tem um público fraco, apático e nem num derby têm uma assistência decente. Nesse aspecto a nossa supremacia é inquestionável e arrebatadora. Uma assistência miserável de apenas 13 241 espectadores, com 1 500 adeptos vitorianos. Não sei qual é a desculpa deles, nem estou interessada. Não os ouvi nem quando estavam em vantagem. Mais do mesmo!
  • Já fui ver o Vitória fora muitas vezes, mas ainda me surpreendo com muitas coisas. Ontem, quando a 2ª parte estava quase a começar, o Braga pôs a letra da música que os adeptos (supostamente) sabem no ecrã, para estes a cantarem. Ao início não percebi bem porquê.. Depois percebi. A maioria deles só vão a 3 jogos por época (e quando vão), por isso é difícil saberem as letras das músicas de cor. É compreensível então pôr a letra no ecrã. A alternativa era distribuir folhas pelo pessoal, mas temos de salvar as árvores.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Meus senhores, a arte do basquetebol!

Quem me conhece sabe que gosto muito de basquetebol. É, a seguir ao futebol, o meu desporto de eleição. Não pelas mesmas razões. O futebol tem mais emoção e mais paixão, os sentimentos estão sempre à flor da pele. O basquetebol também tem tudo isso, mas de forma diferente. Pelo menos, para mim. No entanto o basquetebol tem muita vida e é um desporto fenomenal. O All Star Weekend não passa ao lado de fanáticos como eu, e apesar de não ter acompanhado a maior parte em directo, acompanhei bastante através das redes sociais. O All Star Weekend é mesmo à imagem dos americanos: em grande! Com muitas estrelas, muitos talentos e muita espectacularidade. Não falta nada. Este ano, ficou marcado pela despedida da lenda chamada Kobe Bryant! No entanto, houve muito mais para além disso. Por exemplo, o dunk contest. Apesar de ter perdido alguma popularidade nos últimos anos, desta vez voltou em força e é considerado, por alguns, o melhor de sempre. Não posso dizer que discordo. Vibrei do início ao fim sempre com a ligeira impressão de que estava a testemunhar algo verdadeiramente espectacular e que vou mostrar aos meus netos um dia.
O duelo entre Aaron Gordon (no gif em cima) e Zach LaVine foi épico! Dois miúdos (só têm 20 anos) deixaram milhões de boca aberta e uma tarefa muito ingrata nas mãos do júri. Zach LaVine ganhou pela segunda vez consecutiva. O mais justo seria, provavelmente dar o título aos dois porque é quase um crime escolher só um. A ter de dar o troféu a apenas um, eu entregava-o a Gordon porque foi o mais criativo e o que fez nunca antes se tinha visto. No afundanço que acompanha este post eleva o seu corpo quase ao nível do cesto e dá-nos a sensação de que se senta no ar e faz com que pareça fácil ao mais comum dos mortais! Foi o meu preferido e deixou-me boquiaberta e em êxtase como se fosse uma miúda de 5 anos a receber a prenda de natal mais maravilhosa do mundo.
A discussão ainda continua. Enquanto uns acham justa a vitória de LaVine (note-se que eu também acho, porque foi fenomenal, só que para mim foi menos um bocadinho que o Gordon), outros acham que Gordon foi roubado (qual Artur Soares Dias qual quê!), outros acham que o título devia ser partilhado e outros ainda não vão ver nenhum tipo de arte ou espectacularidade num tipo a atirar uma bola para dentro de um cesto pendurado lá no alto. Pensando bem, se calhar todos chegamos à conclusão de que isto é arte! No final o que importa é que foi um grande espectáculo que me fez gostar ainda mais da modalidade e da NBA. O maior vencedor fomos nós e o basquetebol, disso não tenho dúvidas nenhumas!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

No futuro

Quando pensamos em destinos para viajar num futuro próximo não pensamos propriamente em Júpiter ou a Europa (não a "nossa" Europa, a Europa que é uma das luas de Júpiter). Ok, eu penso! Imagino sinceramente que um dia as viagens comerciais ao espaço serão uma realidade. Têm havido evoluções nesse sentido, como os reusable rockets e a competição (que não é bem uma competição porque têm objectivos diferentes) entre a Blue Origin e a Space X. Não sei se vou estar por cá para ver isso, ou se um dia vou ter essa possibilidade. Provavelmente não, mas eu gosto de acreditar que sim. Afinal, nada é impossível certo?
A NASA ainda me faz sonhar mais um bocadinho e lançou uns quantos cartazes a "vender" estes destinos. Como se os vídeos e imagens que os astronautas publicassem não fossem já suficientes para me fazer roer de inveja.
Viajar na "nossa" Europa provavelmente ficará mais barato. É só um palpite, mas calculo que esteja certo. Esta Europa é uma das muitas luas de Júpiter. Tem o tamanho de um planeta, uma superfície brilhante de gelo e alguns cientistas acreditam que possa haver vida como a que existe nas profundezas dos nossos mares. É o astro, assim como Marte, com melhores condições ambientais extraterrestres para albergar vida.
Já todos vimos fotos dos espectáculos das auroras aqui da terra. Aquelas luzes brilhantes e que nos encantam em poucos segundos. As auroras de Júpiter são centenas de vezes mais poderosas. É difícil imaginar, mas deve ser provavelmente um espectáculo memorável.
Um tour por Júpiter, Saturno, Uranus e Neptuno. A cada 175 anos a Voyager aproveita o alinhamento dos planetas e usa a gravidade de cada planeta para chegar ao próximo. Soa bem, não acham?
A NASA tem bastante missões a explorar Marte. É compreensível, afinal é lá que pode já ter havido vida e é lá que se especula que possa haver. Um dia iremos olhar para trás e reconhecer estes locais como "Locais Históricos". Haverá até várias viagens disponíveis, umas mais direccionadas, por exemplo, para as artes e cultura e outras para arquitectura e agricultura.
Podem ver mais aqui. Não faz mal sonhar, não é? Por enquanto ficamos por aqui, na nossa casa e tentamos cuidar dela da melhor forma que pudermos porque o espaço é enorme, mas para já "só" temos esta pequenina e maravilhosa esfera composta de água e terra!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um pequeno equívoco

Hoje li num breve artigo sobre os candidatos à White House publicado numa revista (que, sinceramente, já não me lembro qual) que afirmava que desta vez há candidatos para todos os gostos. Acho que sim, que há. Até lá está o Trump. Por isso, sim, há mesmo candidatos para todos os gostos.
Discordei na parte em que disse que a Hillary Clinton era a candidata das feministas. Assumo que o disse porque pensa que as mulheres que se revêem no movimento feminista votam sempre em mulheres, independentemente do resto. E acho que nesse ponto há um equívoco.
Eu identifico-me com este movimento. Feminismo é, segundo o dicionário, "um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens". Acho que devíamos todos ser feministas, porque não se trata de querer mais para as mulheres do que para os homens, muito menos se trata de rebaixar os homens em relação às mulheres. Trata-se, sim, de igualdade para ambos os sexos. Isto dava pano para mangas e eu até ficava aqui a noite toda a escrever sobre o tópico porque é importante e porque eu acredito verdadeiramente nisso. No entanto vou voltar ao que me levou a escrever post.
As feministas não querem que as mulheres ocupem todos os cargos importantes do mundo pelo facto de serem mulheres. As feministas querem que uma mulher tenha a mesma oportunidade de ser eleita para esse cargo como um homem tem, pelo facto de que uma mulher tem todas as capacidades para isso. As feministas querem igualdade quando a imprensa aborda, por exemplo, umas eleições em que há concorrentes de ambos os sexos e que não haja um alarido ou um burburinho pouco usual em torno das mulheres porque no século XXI já devia ser natural as mulheres serem candidatas a grandes cargos e serem elegidas para posições de chefia!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

All bad things must come to an end

Já tinha falado de Breaking Bad aqui. Terminei o post a dizer que era, provavelmente, das melhores (senão a melhor) séries de todos os tempos. Hoje quero reformular. Acho que é mesmo a melhor série de sempre. Pelo menos, das séries completas que já vi, sem dúvida que leva o troféu.
Para além de vos querer aconselhar a ver (a sério, vejam e viciem-se como eu), vou só deixar umas notas finais:
- Tive a sensação de que Bryan Cranston (Walter White) e Aaron Paul (Jesse Pinkman) são de outro mundo e têm desempenhos para lá de brilhantes durante todas as temporadas, e quando eu digo todas eu quero dizer todas. Começam maravilhosos, mas terminam dois monstros. Ansiosa por ver outros trabalhos de cada um deles!
- Quero ser a melhor amiga do Jesse Pinkman, yo, e salvá-lo de todo o mal deste mundo. O pobre rapaz é um anjo e ninguém o deixa em paz. Merece sossego e felicidade. Sofri muito com ele ao longo da série toda. Ele não merecia aquilo, e mais não digo biatch!
- Tenho vários sentimentos relativamente ao Walter White. Não sei expressar mas nunca adorei e detestei uma personagem em simultâneo tantas vezes. No entanto admito que se torna num badass sem comparação no mundo das séries! No final... well, não vou ser spoiler mas aquele episódio final é monumental!
- É humanamente impossível não ficar com um tremendo crush no Jesse Pinkman/Aaron Paul. Não dá, a sério que não e não vale a pena tentar resistir.
- O Gus Fring é o dealer mais peculiar de sempre, nada mais a acrescentar.
- Não consigo eleger uma cena como a melhor, porque são todas espectaculares. A sério, não estou a exagerar. São todas dignas de serem vistas e revistas 1837929 vezes! Eu vou só referir esta, porque é é quando o Jesse Pinkman nos dá a honra de o ver em todo o seu esplendor num monólogo que provavelmente só encontra competição num dos (muitos) monólogos de Walter White/ Heisenberg (como quiserem).
- O voicemail do Jesse Pinkman, que podem ouvir aqui, e que eu estou a pensar seriamente em adoptar aqui para casa. Ia ser engraçado... não?
Pronto, acho que é tudo para já. Se chegaram aqui e ainda não viram a série sigam o conselho desta vossa amiga que não vos engana: larguem tudo e dediquem-se a ver Breaking Bad, deixo desde já o aviso de que contém propriedades aditivas. Os que já viram certamente que me compreendem e querem ver outra vez!