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sábado, 5 de março de 2016

Talento em português

Fotografia: Odeith
O artista português Odeith fez esta obra-de-arte na Damaia. É uma bela homenagem à melhor série de sempre, Breaking Bad, e de tão boa que é fez-me ficar com saudade do Pinkman e do Mr. White. Portugal é pequenino, mas está cheio de talento!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Meus senhores, a arte do basquetebol!

Quem me conhece sabe que gosto muito de basquetebol. É, a seguir ao futebol, o meu desporto de eleição. Não pelas mesmas razões. O futebol tem mais emoção e mais paixão, os sentimentos estão sempre à flor da pele. O basquetebol também tem tudo isso, mas de forma diferente. Pelo menos, para mim. No entanto o basquetebol tem muita vida e é um desporto fenomenal. O All Star Weekend não passa ao lado de fanáticos como eu, e apesar de não ter acompanhado a maior parte em directo, acompanhei bastante através das redes sociais. O All Star Weekend é mesmo à imagem dos americanos: em grande! Com muitas estrelas, muitos talentos e muita espectacularidade. Não falta nada. Este ano, ficou marcado pela despedida da lenda chamada Kobe Bryant! No entanto, houve muito mais para além disso. Por exemplo, o dunk contest. Apesar de ter perdido alguma popularidade nos últimos anos, desta vez voltou em força e é considerado, por alguns, o melhor de sempre. Não posso dizer que discordo. Vibrei do início ao fim sempre com a ligeira impressão de que estava a testemunhar algo verdadeiramente espectacular e que vou mostrar aos meus netos um dia.
O duelo entre Aaron Gordon (no gif em cima) e Zach LaVine foi épico! Dois miúdos (só têm 20 anos) deixaram milhões de boca aberta e uma tarefa muito ingrata nas mãos do júri. Zach LaVine ganhou pela segunda vez consecutiva. O mais justo seria, provavelmente dar o título aos dois porque é quase um crime escolher só um. A ter de dar o troféu a apenas um, eu entregava-o a Gordon porque foi o mais criativo e o que fez nunca antes se tinha visto. No afundanço que acompanha este post eleva o seu corpo quase ao nível do cesto e dá-nos a sensação de que se senta no ar e faz com que pareça fácil ao mais comum dos mortais! Foi o meu preferido e deixou-me boquiaberta e em êxtase como se fosse uma miúda de 5 anos a receber a prenda de natal mais maravilhosa do mundo.
A discussão ainda continua. Enquanto uns acham justa a vitória de LaVine (note-se que eu também acho, porque foi fenomenal, só que para mim foi menos um bocadinho que o Gordon), outros acham que Gordon foi roubado (qual Artur Soares Dias qual quê!), outros acham que o título devia ser partilhado e outros ainda não vão ver nenhum tipo de arte ou espectacularidade num tipo a atirar uma bola para dentro de um cesto pendurado lá no alto. Pensando bem, se calhar todos chegamos à conclusão de que isto é arte! No final o que importa é que foi um grande espectáculo que me fez gostar ainda mais da modalidade e da NBA. O maior vencedor fomos nós e o basquetebol, disso não tenho dúvidas nenhumas!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

No futuro

Quando pensamos em destinos para viajar num futuro próximo não pensamos propriamente em Júpiter ou a Europa (não a "nossa" Europa, a Europa que é uma das luas de Júpiter). Ok, eu penso! Imagino sinceramente que um dia as viagens comerciais ao espaço serão uma realidade. Têm havido evoluções nesse sentido, como os reusable rockets e a competição (que não é bem uma competição porque têm objectivos diferentes) entre a Blue Origin e a Space X. Não sei se vou estar por cá para ver isso, ou se um dia vou ter essa possibilidade. Provavelmente não, mas eu gosto de acreditar que sim. Afinal, nada é impossível certo?
A NASA ainda me faz sonhar mais um bocadinho e lançou uns quantos cartazes a "vender" estes destinos. Como se os vídeos e imagens que os astronautas publicassem não fossem já suficientes para me fazer roer de inveja.
Viajar na "nossa" Europa provavelmente ficará mais barato. É só um palpite, mas calculo que esteja certo. Esta Europa é uma das muitas luas de Júpiter. Tem o tamanho de um planeta, uma superfície brilhante de gelo e alguns cientistas acreditam que possa haver vida como a que existe nas profundezas dos nossos mares. É o astro, assim como Marte, com melhores condições ambientais extraterrestres para albergar vida.
Já todos vimos fotos dos espectáculos das auroras aqui da terra. Aquelas luzes brilhantes e que nos encantam em poucos segundos. As auroras de Júpiter são centenas de vezes mais poderosas. É difícil imaginar, mas deve ser provavelmente um espectáculo memorável.
Um tour por Júpiter, Saturno, Uranus e Neptuno. A cada 175 anos a Voyager aproveita o alinhamento dos planetas e usa a gravidade de cada planeta para chegar ao próximo. Soa bem, não acham?
A NASA tem bastante missões a explorar Marte. É compreensível, afinal é lá que pode já ter havido vida e é lá que se especula que possa haver. Um dia iremos olhar para trás e reconhecer estes locais como "Locais Históricos". Haverá até várias viagens disponíveis, umas mais direccionadas, por exemplo, para as artes e cultura e outras para arquitectura e agricultura.
Podem ver mais aqui. Não faz mal sonhar, não é? Por enquanto ficamos por aqui, na nossa casa e tentamos cuidar dela da melhor forma que pudermos porque o espaço é enorme, mas para já "só" temos esta pequenina e maravilhosa esfera composta de água e terra!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Momentum

Já não partilhava aqui um projecto fotográfico à algum tempo. Muito em parte pela minha recente ausência, mas hoje cruzei-me com um projecto que não conhecia e de um fotógrafo que não conhecia mas que me agradou logo de início.
O projecto é da autoria de Alejandro Guijarro, fotógrafo nascido em Madrid no ano de 1973, que depois de se interessar em novas teorias da realidade, passou por instituições académicas de topo desde Oxford, Cambridge e Stanford até universidades na China, passando por Espanha e Suíça, entre outras para fotografar os seus quadros. Sim, simplesmente, fotografar os seus quadros. Unicamente aqueles quadros em que se escreve a giz e que já são raros - e diz Alejandro que a sua grande luta foi encontrar instituições onde esses quadros pretos ainda existiam, ao invés dos novos quadros brancos onde se escreve com um marcador ou quadros interactivos. Confessa que muitos destes quadros encontrou-os nas salas dos professores que ficavam intrigados quando ele lhes pedia permissão para os fotografar - não viam o que tinham feito como arte.
Segundo o fotógrafo madrileno, estes quadros "cheios de equações, números e símbolos" eram "precisos e exactos, no entanto, pareciam pinturas abstractas". Eu tenho a mesma relação com estes quadros cheios de equações, números e símbolos. Acho que é por isso que gostei tanto do projecto. Por isso e por adorar filmes como A Beutiful Mind e Good Will Hunting.













Alejandro fotografou este quadro na Universidade de Cambridge, depois de uma aula a que assistiu e depois de ter sido apagado. Fotografou-o porque sentiu que tinha traços de obras de Cy Twombly ou Jackson Pollock, em quem se inspira. Nas palavras do próprio e que me sinto na obrigação de transcrever porque acho fabulosas: "Apesar de estar em branco, ainda tem traços de coisas que já foram escritas, coisas do passado. De certa forma, não estou só a fotografar um momento. É um bocado como a história da ciência: alguém inventa uma teoria, depois alguém formula uma teoria diferente e apaga o que se formulou anteriormente. E assim continua: as teorias são escritas e apagadas, mas os seus traços permanecem"
Alejandro escolheu este nome para o projecto - Momentum - porque a imagem tem exactamente o tamanho do quadro fotografado para que as pessoas pensem que algo é real, quando na realidade não o é.
Podem encontrar mais informações aqui.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O que pode acontecer quando dão o carro à mulher

O proprietário de um Nissan Skyline GT-R R33 estava a fazer alterações na parte mecânica do seu carro quando achou que o cinzento que coloria o seu carro era aborrecido e pediu à sua mulher (que é artista) para fazer uns riscos no capô com um marcador de tinta permanente e achou que davam um aspecto interessante e original ao carro. Por isso decidiu entregar-lhe o carro.
O resultado é, no mínimo, original e diferente. Uma pintura que não se conseguia em nenhum lado e provavelmente cheia de carinho. Em cerca de 100 horas o trabalho ficou completo e todo ele feito com marcadores de tinta permanente (com verniz por cima).
Não é para todos os gostos, mas o resultado é original e muito interessante. Ora vejam:






Apesar de ser inegável o facto de que está uma obra-de-arte sobre rodas, tenho a certeza que as opiniões vão divergir muito. É normal, divergem em todos os aspectos. Relativamente a mim, acho que está um carro com imensa personalidade, muito curioso, cheio de personalidade e um bocadinho intrigante também. Se passasse por mim na rua, olhava com certeza pela segunda vez!