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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Conquistar em todas as frentes

Foto: Marco Jacobeu
O Vitória está numa fase positiva de resultados em todas as frentes. Não só no futebol profissional, mas também nas modalidades em competição. Perto do Natal e a poucos dias do último jogo do ano para o campeonato, convém começar a fazer contas e acautelar o futuro. Os últimos anos da equipa principal de futebol têm sido anos de transição, em que a vertente financeira é privilegiada em detrimento da aposta na vertente desportiva e na ambição de ficar nos lugares cimeiros da tabela classificativa. Quanto às modalidades, seria exigir demasiado pedir mais do que aquilo que já nos dão. Com o pouco que têm, vão fazendo muito e é por isso que ser um clube ecléctico deve continuar a ser uma prioridade de todas as épocas. Recheadas de atletas campeões que dão tudo pela camisola, são uma mais valia ao nosso símbolo. Vamos por partes.
  • Futebol
    Numa semana a equipa A conseguiu duas vitórias muito importantes em jogos disputados dentro das muralhas. A primeira, na última quinta-feira frente ao Vilafranquense, mantém o Vitória a caminho do Jamor. Infelizmente estive impossibilitada de assistir ao jogo. Pelo que li, foi uma vitória conseguida a ferro e fogo, com a exibição a não convencer uma vez mais. A vitória pela margem mínima é condizente. O sorteio, que se realizou ontem, ditou que o próximo desafio nesta competição será na Covilhã. Se o Vitória vencer o jogo, e vamos acreditar que assim será, encontrará nas meias-finais, disputada a duas mãos, o Chaves ou o Sporting. Nenhuma equipa é fácil, a começar pela Covilhã. Derrotou o Sporting de Braga e acredito que está motivada para voltar a vencer a uma equipa da primeira divisão do futebol português. Apesar de não ser fácil, temos todas as hipóteses de voltar ao Jamor se enfrentarmos os próximos desafios conscientes de que este é o palco dos sonhos - não só para nós, mas para todas as equipas. Sem facilitismos e com trabalho. O caminho é para o Jamor!
    Para o campeonato e num jogo disputado também no conforto de casa, o Vitória conseguiu uma vitória frente ao homónimo de Setúbal. Com uma exibição de melhor nível do que as anteriores e com algumas individualidades em destaque, ainda tremi na bancada com o golo de Edinho aos setenta minutos para empatar a partida. João Pedro, o menino querido da casa, inaugurou o marcador pouco depois da meia hora de jogo com um golo que já merecia há muito e de enorme categoria. Não que os vitoriano precisem de uma confirmação do seu valor, mas soube bem ver João Pedro festejar o seu golo. Foi uma aposta ganha! A resposta ao golo de Edinho não se fez demorar. Foi Raphinha a voltar a pôr o Vitória por cima no marcador dois minutos depois com um golo que satisfez todos os que estavam no estádio. Para selar a vitória, Hernâni chegou-se à frente e fez o 3-1. Os desentendimentos com os adeptos já estavam no passado. Mostrou o seu valor e mostrou que da mesma forma que pode ter jogos menos conseguidos, pode resolver a partida. Com três golos de excelência e que merecem ser vistos e revistos o Vitória ficou, à 14ª jornada, no 4º lugar com 27 pontos, em igualdade pontual com o Sporting de Lisboa.
    Segue-se a deslocação a Arouca, no último jogo do campeonato deste ano civil. Com uma vitória no jogo da próxima Sexta, o Vitória pode terminar o ano no terceiro lugar - dependendo dos resultados de Sporting de Braga e Sporting de Lisboa, claro. No pior cenário, continuamos na mesma posição. Não preciso, enquanto adepta, de pedir "prendas de Natal" à equipa para a acompanhar. Tento estar sempre presente - em casa ou noutro estádio -, e Sexta-feira estarei em Arouca, assim como muitos outros vitorianos que acompanham a equipa onde quer que ela vá. No entanto admito que o Natal seria francamente melhor com uma vitória. O nosso apoio não vai faltar e estou certa de que, se for correspondido em campo na mesma medida então os três pontos voltam connosco para casa!
    A equipa B defrontou a Académica no início da semana e venceu um jogo polémico, dentro e fora das bancadas. Com expulsões de jogadores no tapete verde e aspirantes a jornaleiros na bancada, a vitória ficou para os do costume, ou seja, nós. Na primeira e segunda divisão, já sabemos muito bem qual o sabor de ganhar à Académica. Relativamente à expulsão pela presidência do Vitória de alguém que, sem carteira profissional, se julga jornalista convém relembrar que da mesma forma que pessoas assim mascaram os seus insultos com liberdade de expressão, o Vitória tem a liberdade de receber apenas quem quer e quem respeita a instituição Vitória, a cidade de Guimarães - berço de Portugal -, os vimaranenses e vitorianos. Quem não sente, não é filho de boa gente! Segue-se a equipa B do Porto amanhã, pelas 15 horas, no sítio do costume - a nossa casa!
  • Modalidades
    Nas modalidades o Vitória soma e segue. Numas mais do que noutras, mas os resultados têm sido muito bons. Nos últimos dias, foram várias as modalidades a entrar em acção: basquetebol, voleibol e kickboxing.
    A equipa de voleibol, em jornada dupla no fim-de-semana, perdeu o primeiro jogo, na casa do Esmoriz por 3-1. No dia seguinte, deslocaram-se ao pavilhão do Leixões e deram uma resposta à altura e muito satisfatória. Venceram por 3-1. Encontram-se na 7ª posição da tabela classificativa, em igualdade pontual com a Associação Académica de São Mamede.
    A equipa de basquetebol teve de se deslocar a Famalicão para disputar o Benfica e, num jogo muito discutido e que deixou tudo por decidir até ao último segundo - literalmente! -, só as gentes de Guimarães se fizeram ouvir e a equipa ganhou por 68 - 65. Já esta semana, a equipa recebeu o Lusitânia. Desta vez em nossa casa, o desfecho foi o mesmo: uma vitória para a equipa comandada por Fernando Sá. Desta vez a vantagem foi mais folgada, 77-68, apesar de o resultado - e a vitória - só se consolidar no último período.
    No entanto, o fim-de-semana foi mesmo dos atletas do kickboxing que, como cortesia enquanto anfitriões, conseguiram uma vitória esmagadora com dez atletas vitorianos a conquistar o primeiro lugar, sendo que mais três atletas conseguiram lugar no pódio. O excelente desempenho sagrou o Vitória como Campeão Nacional de Kickboxing!
Com o ano a terminar é bom relembrar que podemos e conseguimos fazer muito mais do que aquilo que os outros possam achar que conseguimos. Já não é altura da falta de ambição. Está na hora de apostar todas as fichas. O Vitória é uma instituição portuguesa de excelência e merece ser tratada como tal. Enquanto os outros - leia-se a comunicação social e alguns outros clubes, bem como os seus adeptos - não a tratam ou encaram como tal somos nós que temos de os fazer ver que somos de facto "O grande". Uma das formas de o fazer, e que já é natural para nós, é mostrar a base social sobre a qual se ergue este símbolo. Essa base social é feita de adeptos apaixonados que acompanham a equipa onde quer que esta esteja. Não pode ser só no futebol! Se somos realmente únicos temos de encher pavilhões e mostrar o nosso apoio aos atletas que tanto o merecem porque todos são o Vitória! Abandonar uns é, de certa forma, abandonar uma parte do Vitória. Isso não é o que nós fazemos. Somos conhecidos por apoiar sempre quem usa o nosso símbolo, esteja chuva ou sol. A nós nada mais nos interessa para além do Vitória! É essa a nossa imagem de marca, é assim que temos de ser. Sempre!

Desejo a todos aqueles que me acompanham e vão lendo o que escrevo um Natal muito feliz. Que possamos iniciá-lo com uma vitória em Arouca, em mais um jogo de "romaria" memorável - como tantos o foram este ano. Até Sexta!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Isto (também) é o Vitória

Foto: Vitória SC
Tenho sempre a sensação de que os fins-de-semana sem futebol (as selecções jogaram, eu sei, mas não é a mesma coisa) são aborrecidos, maçadores e chatinhos. Acredito que é um estado de espírito comum a todos os apaixonados por futebol e independente das cores de cada um. Afecta-nos a todos. Apesar disto, a interrupção dos campeonatos de futebol profissional não implica não haver Vitória. Este fim-de-semana foram muitos os conquistadores a entrar em campo para lutar pelo nosso símbolo e o rescaldo é muito positivo. Mais uma vez os nossos atletas mostraram estar à altura da camisola do Rei e mostraram merecer o apoio de todos os vitorianos e, sem as equipas A e B de futebol, foi um fim-de-semana "à Vitória". Há uns tempos disseram-me que o Vitória devia era "investir tudo no futebol e deixar as modalidades" e eu, naturalmente, discordei. O Vitória sempre foi, e é, muito mais do que uma equipa de futebol. É uma instituição ecléctica (das mais eclécticas de Portugal) e contrariar isso seria contrariar a nossa própria identidade. Tenho um tremendo orgulho em todos os nossos atletas e tenho a noção de que, apesar da pouca atenção que recebem, contribuem muito para o crescimento do Vitória. Tento acompanhar as modalidades sempre que posso e nunca me senti desiludida. Há resultados negativos, como é óbvio, mas nunca vi um atleta desrespeitar o nosso símbolo ou sair do pavilhão de cabeça baixa. Lutam até ao fim, são resilientes e apreciam o símbolo que carregam. Isso é, para mim, uma definição do que é ser vitoriano.

As equipas masculinas séniores de basquetebol e voleibol jogaram em casa e deram boas indicações ao conquistar os três jogos disputados. A equipa masculina de basquetebol venceu por 66 - 62 a UD Oliveirense e conquistou, assim, a primeira vitória caseira do campeonato. Pedro Pinto esteve em destaque: 18 pontos e 5 assistências. À 6ª jornada, o Vitória encontra-se no 5º lugar, com 9 pontos e em igualdade pontual com AD Ovarense e FC Porto. A próxima jornada, novamente em casa, é precisamente frente ao FC Porto e é "obrigatório" ganhar. O jogo disputa-se no próximo Sábado, dia 18, pelas 18 horas no pavilhão do Vitória. Depois de três derrotas consecutivas, a equipa feminina venceu pela primeira vez na 1ª divisão na casa do JuveMaia por 42 - 51. As nossas conquistadoras, que ascenderam à 1ª Divisão, ocupam a 5ª posição do campeonato com 5 pontos, em igualdade pontual com mais duas equipas. O campeonato não começou da melhor forma mas o mais importante nunca é como começa, mas sim como acaba. Na próxima jornada as nossas meninas recebem o Guifões S.C., pelas 21 horas de Sábado. O voleibol masculino do Vitória disputou uma jornada dupla que foi sinal de conquistas a duplicar. Depois de duas derrotas consecutivas e nenhum ponto conquistado a equipa mostrou-se capaz e resiliente e entrou em competição da melhor forma. No Sábado venceram o VC Viana por 3-1 e no Domingo venceram por 3-0 o Sporting Clube de Caldas. Bruno Cunha esteve em claro destaque ao concretizar 19 pontos em cada jogo. A equipa encontra-se no 5º lugar, com seis pontos. A equipa feminina, infelizmente, saiu derrotada fora de portas pelo São Mamede de Infesta por 3-1. (Infelizmente não consigo encontrar a classificação nem o calendário da equipa feminina de voleibol do Vitória - nem no site oficial do clube nem em nenhum lado.) Depois do empate caseiro a 7-7 frente ao CNAC, a equipa sénior de pólo aquático foi a Felgueiras conquistar a primeira vitória no campeonato frente ao FOCA, no passado sábado, por 8-9. Apesar da entrada em falso no campeonato, com uma derrota pesada em Alvalade, na antecipação da 4ª jornada (disputada ainda antes do arranque oficial da temporada) a equipa parece ter encontrado o rumo e está bem posicionada na tabela classificativa: depois de três jogos disputados encontra-se no 4º lugar com o total de 4 pontos e apenas a 2 pontos dos primeiros três classificados. A próxima jornada, frente ao CDUP, tem lugar no próximo sábado pelas 19:30 na cidade berço!

Sem futebol profissional, foram os nossos pupilos a conquistar! Os juvenis, liderados por Luís Filipe, garantiram, com a Vitória por 2-0 sobre o Varzim, a passagem à segunda fase do campeonato nacional da sua categoria. A vitória podia ter sido ainda mais expressiva, não fosse um penalti falhado ao cair do pano. Os golos foram apontados por Alberto e por Horvath, o central húngaro que se estreou a marcar. O Vitória foi o terceiro apurado, com 23 pontos e com a melhor defesa do campeonato - sofreram apenas sete golos nos onze jogos disputados -, com o ataque a ser dos mais eficazes, com 23 golos marcados. Os nossos iniciados alcançaram, também eles, uma vitória por 2-0 frente ao Palmeiras e encerraram, assim, uma 1ª Fase brilhante. Em 11 jogos empataram uma vez e venceram... dez! Conquistaram, com mestria, o primeiro lugar com trinta e um pontos. São números que prometem não só a continuação de uma boa época mas que também nos dão garantias quanto ao futuro. Foi um bom fim-de-semana para a formação vimaranense e, neste ponto, não posso fazer referência apenas ao (nosso) Vitória. Os iniciados do Moreirense foram históricos: carimbaram, pela primeira vez, a passagem à 2ª Fase. Num campeonato em que o Vitória se apura em primeiro lugar e o Moreirense em quarto, é Guimarães que fica a ganhar. Parabéns a ambos os clubes, ao do meu coração e ao "vizinho"! É um orgulho ver que Guimarães consegue ter dois clubes na 1ª Divisão do campeonato nacional e que consegue fazer tanto no futebol de formação, contrariando o centralismo bacoco que se vive em Portugal. Que sejamos capazes de fazer ainda mais no futuro. Somos Guimarães!

P.S.: O nosso atleta Manuel Mendes, medalhado paralímpico e uma força da natureza, foi condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa na última quarta-feira e não se esqueceu das suas raízes. Nas palavras do próprio "esta é também uma conquista dos vimaranenses e vitorianos" e ainda prometeu fazer "tudo para tentar estar em Tóquio". Por tudo o que já deu ao Vitória, e por levar sempre o nosso nome consigo honrando-o tão bem, nunca será demais agradecer. Obrigada conquistador!

terça-feira, 10 de maio de 2016

O peso deste símbolo

Foto: O Lado V
Com a época decidida há já algumas semanas, é fulcral que a próxima já esteja a ser planeada e preparada para que os erros que se cometeram esta época e que nos vão deixar numa atípica posição da tabela classificativa que em nada respeita ou condiz com a nossa história não voltem a ser repetidos. Nos últimos jogos, e parafraseando Dostoiévski, "o mais importante é a honra e o dever". Infelizmente os objectivos não foram cumpridos (a manutenção não é um objectivo, é uma obrigação) e quando assim é só resta defender a honra do símbolo e do colectivo e cumprir o dever individual de fazer o máximo para que tal aconteça.

Uma das questões fundamentais, e que acredito já estar resolvida internamente, é a continuação de Sérgio Conceição ou a solução encontrada para ser o seu sucessor. Os vitorianos continuam divididos e apesar de Pedro Martins já ter sido apontado como seu sucessor, nada está confirmado de nenhuma das partes. A verdade é que o contrato de Sérgio Conceição termina no final da temporada. Por mim Sérgio Conceição não continua à frente da equipa vitoriana pelas mesmas razões que eu não queria que viesse para o Vitória em primeiro lugar: continuo a achar que não tem qualidade suficiente para treinar o Vitória e continuo a achar que é psicologicamente instável e desde que chegou não me convenceu totalmente, não me convenceu de que está à altura do símbolo que carrega. Não considero que seja o maior responsável pela época péssima do Vitória, principalmente porque não preparou a equipa e encontrou no Vitória uma equipa desmotivada, mal preparada e montada pelo treinador anterior. Com isto não pode ser ilibado de toda a culpa porque também a tem. A gestão desportiva foi péssima até no penúltimo jogo (não compreendo a lógica de continuar a apostar em jogadores emprestados - que em princípio não continuarão - ao invés de apostar nos nossos e nos que estarão cá na próxima época). Destaco positivamente a coragem para apostar em Miguel Silva no Bessa - o dono e senhor da nossa baliza. No entanto, os números também não mentem e dos 28 jogos que disputou para o campeonato (disputou mais dois, para a Taça CTT e Taça de Portugal que resultaram na eliminação de ambas as competições), 11 terminaram em derrota, 9 em empate e somou apenas 8 vitórias. Para além dos números, as exibições deixaram muito a desejar na maioria dos jogos - algumas delas, como em Coimbra, foram francamente más-, apesar de algumas exibições mais positivas mas nada de extraordinário e mesmo essas foram positivas mais pelo esforço e dedicação (admito que  a "mão" de Sérgio Conceição possa ter sido decisiva para motivar a equipa) do que pela qualidade. O balanço que faço é de que foi uma solução razoável (não a melhor) para substituir Armando Evangelista mas sem capacidade ou qualidade para fazer o Vitória cumprir os objectivos a que se deve propor no início de cada época - um deles passa por ficar nos primeiros lugares da tabela classificativa e não a meio da mesma!

Do jogo do último domingo, que finalmente quebrou o ciclo de doze jogos sem vencer, deixo três notas:
- Preocupa-me cada vez mais o gradual afastamento dos adeptos. É verdade que ontem o tempo não ajudava em nada (e na maioria dos jogos esteve mais ou menos assim), era um jogo "a feijões" e estamos todos descontentes com esta época mas eu cresci no estádio com as bancadas sempre bem preenchidas e portanto custa-me muito vê-las despidas!
- Não assobiei o Victor Andrade quando este entrou em campo por uma simples razão: tinha a camisola do Rei vestida. Compreendo os assobios no fim do jogo ou quando um jogador sai de campo mas não compreendo os assobios a um jogador que está a entrar em campo para representar o nosso símbolo. Já disse anteriormente que sou contra a política dos emprestados e por mim o Victor Andrade não estava no Vitória e muito menos entrava em campo ontem quando os nossos estavam no banco, mas está e entrou e a culpa não é dele. Nunca assobiei e nunca vou assobiar um jogador que entra em campo para representar e defender o símbolo que eu amo - pelo menos conto que todos entrem em campo com esse objectivo.
- A minha nota anterior não pretende justificar as atitudes deste jogador porque depois depois do que ele fez não o podia defender de forma nenhuma. Valorizo o respeito acima de qualquer outra coisa. Quem desrespeita o Vitória, desrespeita-me a mim. Não admito a ninguém, seja a quem for. Quem deita a camisola ao chão não merece nunca mais vesti-la! Seja uma atitude de raiva ou uma atitude de menino mimado que não tem respeito por ninguém. Espero que tenha sido severamente repreendido por alguém da estrutura interna do Vitória e dispensado imediatamente. Quem não sente o peso deste símbolo não merece representá-lo!

A contrastar com a falta de respeito de quem nada entende temos os nossos conquistadores que cumpriram vários objectivos esta semana. Em Lisboa, a equipa B aplicou chapa 4 no Sporting B e garantiu assim a manutenção (o último jogo da época é em casa na próxima sexta-feira e merecem totalmente o nosso apoio uma última vez). As conquistadoras do basquetebol conseguiram garantir a subida à 1ª liga. Por fim, e apesar de não ser um atleta do Vitória, não posso deixar de referir um dos nossos conquistadores que eleva o nome de Portugal, de Guimarães e também do Vitória: João Sousa, que alcançou o 30º lugar, ou seja, a melhor posição de sempre no ranking ATP. Todos eles merecem o nosso agradecimento e os nossos aplausos por fazerem o Vitória ainda mais grandioso!

O final da temporada é sempre um momento de fazer balanços, e eu vou fazendo os meus. Enquanto faço balanços, também tiro algumas conclusões. A maior conclusão que tiro sempre é que este amor é eterno e incondicional, seja no 3º lugar ou no 9º lugar, corram as coisas bem ou mal, chova ou faça sol. É, sem dúvida nenhuma, até morrer! Este fim-de-semana tirei outra conclusão muito importante: por cada atleta que desrespeita o Vitória, há um sem número de atletas que fazem do Vitória maior - as nossas conquistadoras do basquetebol, os atletas que pisaram o relvado no intervalo e que ganham tanto pelas mais diversas modalidades, o conquistador do ténis e todos os atletas que não representam o Vitória mas que fazem questão de referir qual o clube que apoiam, entre tantos outros - todos aqueles que se preocupam mais com o símbolo que carregam na frente da camisola do que com o nome que está escrito atrás! Esses, e unicamente esses, são os que vale a pena manter porque entendem o peso deste símbolo. 

terça-feira, 29 de março de 2016

Berço de campeões

Foto: O Lado V
O futebol é o desporto-rei em Portugal, e também o costuma ser neste blogue quando falo do Vitória. Hoje não é. Hoje os protagonistas são outros, e não é porque o campeonato esteve interrompido no fim-de-semana passado. Hoje os protagonistas são outros porque me parece importante reconhecer quem tanto dá por este símbolo e que que tantas vezes representa o Vitória de forma magistral no resto do mundo.

Uma das características do Vitória que mais orgulho me dá é o seu ecletismo. O Vitória é, indubitavelmente, o clube mais ecléctico do Minho e um dos mais eclécticos de Portugal. Isso julgo que é ponto assente. É mais uma das tantas coisas que contribuí para que sejamos tão únicos e diferentes do resto.

A modalidade que mais acompanho a seguir ao futebol é o Basquetebol. Apesar de não ir a todos os jogos, a maioria das vezes por incompatibilidade de horários, vou sempre que posso. Vejo sempre uma equipa com muita garra e muita vontade de vencer. Infelizmente são raras as vezes em que o pavilhão enche - no entanto, somos os únicos capazes de o fazer (e já o fizemos muitíssimo bem!). Nos últimos anos fui a Fafe ver os jogos do Vitória na Final 8 da Taça de Portugal. Em campo vi sempre equipas que mostravam que o dinheiro não joga. Vi o Vitória lutar de igual para igual contra, por exemplo, o Benfica, que tem um orçamento para o basquetebol muito superior ao nosso. Vi os adeptos do Vitória chegar uma hora antes do jogo e encher a sua parte da bancada e apoiar incessantemente, enquanto que os adversários tinham dificuldades em ocupar metade da sua parte. Vi, com enorme satisfação, o Vitória levantar a Taça de Portugal em 2013. No palmarés do basquetebol o Vitória já conta, entre outros troféus, com duas Taças de Portugal, um Troféu António Pratas, um título de Campeão Nacional e uma Taça Nacional de Júniores Femininos.

A modalidade amadora mais antiga do clube é o Judo. Os judocas vitorianos somam 9 títulos: 1 título de Campeão Nacional de Júniores, 3 títulos de Campeão Nacional de Judo Adaptado Síndrome de Down e 5 títulos de Campeão Nacional de Judo Adaptado. Ao abrigo do projecto "Judo para Todos", o Vitória forma atletas com deficiência que são verdadeiros campeões! A modalidade mais recente é o Jiu-Jitsu que surgiu apenas na época passada mas que já tem 55 atletas distribuídos por diversos escalões. Apesar de ser uma modalidade recente, os nossos conquistadores já exibem no seu palmarés 5 títulos de Campeão Nacional!

A natação apresenta números extraordinários. Modalidade criada em 2001, tem um total de 282 títulos regionais e 77 títulos nacionais. Os nossos atletas já bateram 15 records nacionais e 8 desses ainda estão em vigor. O nome mais sonante da modalidade será Daniela Pinto que ficou em sexto lugar nos Campeonatos da Europa de Absolutos de Águas Abertas em Israel, sendo a primeira portuguesa a consegui-lo! O ténis de mesa surgiu na década de sessenta e desde aí conquistou 10 títulos regionais e 3 títulos concelhios. Os atletas vitorianos conseguiram o primeiro título em 1961 e o último na época passada numa clara demonstração de garra e vontade em manter a modalidade viva e a vencer!

O voleibol tem um palmarés invejável e soma títulos em todos os escalões. Os melhores anos da modalidade foram, em termos de títulos, entre 2007 e 2010: em três épocas conquistaram 1 Taça de Portugal Masculinos, 1 título de Campeões Nacionais da 1ª Divisão A1 Masculinos, 1 título de Campeões Nacionais de Juvenis Masculinos ao ar livre, 1 título de Campeões Nacionais de Infantis Masculinos e 2 títulos de Campeões Nacionais de Iniciados Femininos. Os primeiros títulos da modalidade datam dos anos oitenta. Uma modalidade que conquistou, desde aí, imensos títulos.

O Pólo-Aquático tem um percurso semelhante: os primeiros títulos foram arrecadados no início dos anos oitenta e desde aí construíram um palmarés muito interessante com títulos como a Taça de Portugal de seniores masculinos, 3 títulos de Campeões Nacionais das iniciadas femininas e, mais recentemente, o título de Campeões Nacionais de Juvenis! O atletismo do Vitória contava, em 2015, com 39 atletas amadores que participam nas maratonas de todo o mundo, onde arrecadam medalhas e títulos. Em Fevereiro do último ano, Manuel Mendes classificou-se para os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro.

Dez anos depois da criação da secção de Kickboxing do Vitória (em 2012 surgiu a secção de Boxe) sob a liderança de Alberto Costa. Os atletas destas duas modalidades já trouxeram para Guimarães mais de 30 títulos. É obrigatório destacar os 6 títulos de Campeão Mundial, os 2 títulos de Campeão Europeu, o título de Campeão Intercontinental e os impressionantes 13 títulos de Campeão Nacional!

O Taekwondo é, a par do Jiu-Jitsu, a modalidade mais nova. Nasceu em 2014 mas já deu frutos e por frutos eu quero dizer dois campeões made in Guimarães. Não foi preciso muito tempo para Rui Bragança e Nuno Costa se tornarem nomes incontornáveis no universo vitoriano e no resto do mundo. Nunca passamos muito tempo sem receber uma notícia positiva sobre um deles, ou sobre os dois. O Nuno Costa sagrou-se Campeão Nacional e o Rui Bragança soma só seis medalhas de Ouro (uma delas nos Jogos Europeus) em 2015 e vai representar-nos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, onde estão os 16 melhores atletas do mundo.

Para além dos títulos nas modalidades que referi, o Vitória ainda soma mais uns quantos noutras modalidades como por exemplo no Hóquei em Patins (títulos vencidos nos anos 50 e os primeiros troféus das modalidades) ou em Andebol (que conta com quase 20 títulos, sendo a maioria distritais mas também o título de Campeão Nacional de Juvenis).

Infelizmente os feitos dos nossos atletas não abrem telejornais nem são motivos de primeira página dos jornais "desportivos", por muito que honrem o nome de Portugal no resto do mundo. Infelizmente os jornais desportivos não passam de jornais sobre futebol e que não têm outro tópico para além dos que são levantados pelos três do costume. Infelizmente há muita gente que não sabe que o Vitória é um berço de campeões.

Os nossos atletas não se cansam de nos mostrar o que é, de facto, a excelência vitoriana. Acho que, por isso, nunca será demais agradecer. Todos os atletas do Vitória, desde a menina pequenina que aprende a jogar voleibol até ao senhor que é campeão de Ténis de Mesa, são parte fundamental e inalienável da grandeza do Vitória!

Fossem todos como vós. Obrigada a todos os atletas que dão tudo pelo Vitória, conquistando troféu atrás de troféu, e que são estandartes do Vitória em todas as partes do mundo. Obrigada por representarem o nosso símbolo tão bem conquistadores!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Meus senhores, a arte do basquetebol!

Quem me conhece sabe que gosto muito de basquetebol. É, a seguir ao futebol, o meu desporto de eleição. Não pelas mesmas razões. O futebol tem mais emoção e mais paixão, os sentimentos estão sempre à flor da pele. O basquetebol também tem tudo isso, mas de forma diferente. Pelo menos, para mim. No entanto o basquetebol tem muita vida e é um desporto fenomenal. O All Star Weekend não passa ao lado de fanáticos como eu, e apesar de não ter acompanhado a maior parte em directo, acompanhei bastante através das redes sociais. O All Star Weekend é mesmo à imagem dos americanos: em grande! Com muitas estrelas, muitos talentos e muita espectacularidade. Não falta nada. Este ano, ficou marcado pela despedida da lenda chamada Kobe Bryant! No entanto, houve muito mais para além disso. Por exemplo, o dunk contest. Apesar de ter perdido alguma popularidade nos últimos anos, desta vez voltou em força e é considerado, por alguns, o melhor de sempre. Não posso dizer que discordo. Vibrei do início ao fim sempre com a ligeira impressão de que estava a testemunhar algo verdadeiramente espectacular e que vou mostrar aos meus netos um dia.
O duelo entre Aaron Gordon (no gif em cima) e Zach LaVine foi épico! Dois miúdos (só têm 20 anos) deixaram milhões de boca aberta e uma tarefa muito ingrata nas mãos do júri. Zach LaVine ganhou pela segunda vez consecutiva. O mais justo seria, provavelmente dar o título aos dois porque é quase um crime escolher só um. A ter de dar o troféu a apenas um, eu entregava-o a Gordon porque foi o mais criativo e o que fez nunca antes se tinha visto. No afundanço que acompanha este post eleva o seu corpo quase ao nível do cesto e dá-nos a sensação de que se senta no ar e faz com que pareça fácil ao mais comum dos mortais! Foi o meu preferido e deixou-me boquiaberta e em êxtase como se fosse uma miúda de 5 anos a receber a prenda de natal mais maravilhosa do mundo.
A discussão ainda continua. Enquanto uns acham justa a vitória de LaVine (note-se que eu também acho, porque foi fenomenal, só que para mim foi menos um bocadinho que o Gordon), outros acham que Gordon foi roubado (qual Artur Soares Dias qual quê!), outros acham que o título devia ser partilhado e outros ainda não vão ver nenhum tipo de arte ou espectacularidade num tipo a atirar uma bola para dentro de um cesto pendurado lá no alto. Pensando bem, se calhar todos chegamos à conclusão de que isto é arte! No final o que importa é que foi um grande espectáculo que me fez gostar ainda mais da modalidade e da NBA. O maior vencedor fomos nós e o basquetebol, disso não tenho dúvidas nenhumas!

domingo, 2 de novembro de 2014

Tu percebes que o mundo é um lugar maravilhoso quando...

Os Utah Jazz, equipa de basquetebol que joga na NBA, fazem um contrato de um dia com JP Gibson. Gibson é um menino de 5 anos a que foi diagnosticado com uma Leucemia Linfoblástica Aguda e que adora basquetebol. Ele sabia que só podia jogar pela equipa a partir dos 6 anos e disse à família que não tinha tempo para esperar.
Várias entidades se juntaram para que o sonho do pequeno Gibson fosse concretizado. Vou deixar-vos com o vídeo e com fotos do encontro. Acho que com isto já ganhei a semana. É bom saber que ainda existem pessoas que só se contentam em fazer o bem. Parabéns aos Utah Jazz que mostraram, para quem ainda não sabe, que o desporto (seja basquetebol, futebol, voleibol ou qualquer outro) é muito mais do que só uma modalidade!