Nunca fui uma leitora ávida de livros sobre gestão ou de negócios. Apesar de ter interesse nesses tópicos e de querer ler mais raramente sei por onde começar ou em que livros me centrar. Creativity, Inc. de Ed Catmull já estava na minha wishlist há algum tempo, e no outro dia cruzei-me com ele online e felizmente não lhe resisti.
Ed Catmull foi co-fundador da Pixar e é o actual presidente da Pixar e da Disney, os gigantes estúdios de animação. Embora não seja, de forma nenhuma, uma autobiografia de Catmull, o início deste livro é o início da sua história, de como nasce a sua paixão pela animação digital ao ver Walt Disney falar sobre os seus filmes e é ainda cedo que se apercebe qual é o seu grande objectivo: fazer o primeiro filme animado totalmente digital. Apesar de na altura os meios tecnológicos não o permitirem, Catmull não desistiu e Toy Story, realizado pela Pixar e distribuído pela Disney, viu a luz do dia no ano de 1995. Foi um sucesso! A partir daí, seguiram-se inúmeros sucessos de bilheteiras e filmes que foram premiados (e que ganharam os corações do público): Up!, Cars, Ratatouille, Monsters, Inc., Wall-E, Brave, Inside-Out e mais uns quantos nomes sonantes que não vale a pena estar a enumerar aqui porque de certeza que vocês já os conhecem (e provavelmente já os viram e gostam).
Depois de Catmull concretizar o grande projecto que foi Pixar, encontrou outro grande desafio: a presidência da Pixar. A Pixar nasceu de um departamento da Lucasfilm adquirido por Steve Jobs que, apesar de não passar muito tempo na sede da empresa, teve um papel fundamental no desenvolvimento da cultura da Pixar. Essa influência começa pelo edifício que ele próprio projecta e que tem como objectivo a troca de ideias e a convivência entre todos os funcionários com um objectivo: o desenvolvimento da criatividade.
Se, depois de ler este livro, me perguntassem onde eu queria trabalhar eu respondia, sem muitas dúvidas, que gostava de trabalhar na Pixar, dentro da "cultura da Pixar" que é fascinante - e Ed Catmull dá-nos acesso a todos os detalhes. Desde as reuniões da equipa Braintrust em que se discute o progresso dos filmes até ao Notes Day em que todos os funcionários se envolvem totalmente em encontrar soluções para tornar a Pixar melhor e financeiramente mais estável. Não vou partilhar mais pormenores por uma razão muito simples: Creativity, Inc. é de leitura obrigatória. Escrito em parceria com a escritora Amy Wallace, pauta-se pela leitura fácil, organizada e inteligente. Seria fácil cair em lugares comuns mas felizmente não o faz e é por isso que vale a pena ler e aprender tudo o que Ed Catmull - e os seus colegas da Pixar - têm para nos ensinar.
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Sétima Arte | The Danish Girl & Steve Jobs & 45 Years
The Danish Girl

Estava curiosa para ver The Danish Girl, porque o tema que aborda não é frequentemente abordado no grande ecrã. Lili Elbe, nascida Einar Wegener (Eddie Redmayne) foi das primeiras pessoas a fazer cirurgia para mudar de sexo. Einar era o marido de Gerda Wegener (Alicia Vikander). Ambos eram pintores, Einar era um pintor de sucesso, e viviam um casamento feliz. Pelo menos são-nos apresentados dessa forma logo no início do filme.
Um filme interessante e sobretudo um filme bonito e interessante aos olhos mas que podia ter muito mais conteúdo do que aquele que tem, e podia ser muito mais interessante do que o que foi. No final ficamos com a sensação de a forma o que vimos foi uma oportunidade perdida. Pessoalmente senti que não consegui entrar nas cabeças de Einar/Lili ou Gerda, não há a profundeza psicológica que as personagens pedem e gostava muito de ter visto a reacção da sociedade dos anos 20 a esta transformação que era uma novidade para a época.
As interpretações de Eddie Redmayne e Alicia Vikander são, sem nenhuma dúvida, o melhor que o filme nos oferece. Redmayne transforma-se outra vez, numa prestação fabulosa e que naturalmente lhe garantiu uma nomeação na categoria de Melhor Actor. No entanto, Alicia Vikander é, para mim, a mais fabulosa. Depois de a ver ser excelente em Ex Machina, tive o prazer de a rever aqui, com uma prestação magnífica e que lhe garantiu a nomeação na categoria de Melhor Actriz Secundária.
Steve Jobs
Lançamento do Macintosh, 1984. Lançamento do computador NExT em 1988. Lançamento do iMac em 1998. Três lançamentos de três produtos importantes na carreira - e na vida - de Steve Jobs.
Danny Boyle conta-nos a vida de Jobs através dos momentos que antecedem essas três apresentações dos três produtos, sem nunca nos mostrar a apresentação.
A verdade é que a maioria das coisas não aconteceram como Boyle nos diz que aconteceram. Os maiores dramas da vida de Jobs não eram todos 40 minutos antes de cada apresentação e a maioria das pessoas que trabalhou com Jobs afirma que a forma como ele é apresentado no filme não corresponde à realidade.
É um filme que entretém, mas não é o filme que representa a vida de Jobs, nem o próprio, da forma mais fidedigna ou fiel. Michael Fassbender, que está inegavelmente bom (e nomeado a Melhor Actor) nunca me parece Steve Jobs.
Se não tivesse como título um dos nomes dos génios maiores dos últimos anos nem se apresentasse como uma representação da sua vida seria um filme certamente muito melhor. O filme é bom, mas desilude porque se centra em apenas três momentos (que, ainda por cima, não são retratos fieis da realidade) da vida grandiosa de um génio!
Para além da nomeação de Fassbender ao Oscar de Melhor Actor, valeu ainda a nomeação da Kate Winslet, que nunca desilude, a Melhor Actriz Secundária.
45 Years
Há muitos filmes sobre amor, geralmente cheios de clichés e lugares comuns. Acho que é por isso que não sou fã de romances, a maioria parecem-me iguais e demasiado previsíveis. 45 Years é sobre amor e a sua resistência, e sobre o casamento.
Kate Mercer (Charlotte Rampling) e Geoff Mercer (Tom Courtenay) são um casal inglês que está a uma semana de festejar o seu 45º aniversário de casamento. Por problemas de saúde de Geoff, viram-se impossibilitados de festejar o 40º aniversário. No entanto, Geoff recebe uma carta das autoridades suíças que o informam que o corpo de Katya, o seu primeiro amor, tinha sido encontrado em perfeito estado de conservação. Naturalmente, Geoff fica abalado e leva a que Kate a questionar o seu casamento.
O filme constrói-se devagar e não há um clímax, um ponto alto. O registo é constante e não precisamos das palavras de Kate ou Geoff para percebermos o que se passa no seu íntimo. É um filme melancólico e todas as cenas são naturais. Não há artifícios, porque são dispensáveis. É um filme que nos faz sentir que nunca devemos tomar nada por garantido - se uma simples carta pode abalar um casamento construído durante 45 anos, tudo pode ser abalado e até mesmo destruído.
Um filme de uma hora e meia do mais realista que o cinema pode ser. Charlotte Rampling está nomeada, merecidamente, na categoria de Melhor Actriz porque oferece à sua personagem tudo o que ela precisa: credibilidade, naturalidade, drama e amor. Sem esquecer a também excelente interpretação de Tom Courtenay! Um filme que certamente não agradará a todos por haver pouca ou quase nenhuma acção mas que me agrada a mim. Agrada-me, principalmente, por ser tão distinto na sua normalidade.

Estava curiosa para ver The Danish Girl, porque o tema que aborda não é frequentemente abordado no grande ecrã. Lili Elbe, nascida Einar Wegener (Eddie Redmayne) foi das primeiras pessoas a fazer cirurgia para mudar de sexo. Einar era o marido de Gerda Wegener (Alicia Vikander). Ambos eram pintores, Einar era um pintor de sucesso, e viviam um casamento feliz. Pelo menos são-nos apresentados dessa forma logo no início do filme.
Um filme interessante e sobretudo um filme bonito e interessante aos olhos mas que podia ter muito mais conteúdo do que aquele que tem, e podia ser muito mais interessante do que o que foi. No final ficamos com a sensação de a forma o que vimos foi uma oportunidade perdida. Pessoalmente senti que não consegui entrar nas cabeças de Einar/Lili ou Gerda, não há a profundeza psicológica que as personagens pedem e gostava muito de ter visto a reacção da sociedade dos anos 20 a esta transformação que era uma novidade para a época.
As interpretações de Eddie Redmayne e Alicia Vikander são, sem nenhuma dúvida, o melhor que o filme nos oferece. Redmayne transforma-se outra vez, numa prestação fabulosa e que naturalmente lhe garantiu uma nomeação na categoria de Melhor Actor. No entanto, Alicia Vikander é, para mim, a mais fabulosa. Depois de a ver ser excelente em Ex Machina, tive o prazer de a rever aqui, com uma prestação magnífica e que lhe garantiu a nomeação na categoria de Melhor Actriz Secundária.
Steve Jobs
Lançamento do Macintosh, 1984. Lançamento do computador NExT em 1988. Lançamento do iMac em 1998. Três lançamentos de três produtos importantes na carreira - e na vida - de Steve Jobs.
Danny Boyle conta-nos a vida de Jobs através dos momentos que antecedem essas três apresentações dos três produtos, sem nunca nos mostrar a apresentação.
A verdade é que a maioria das coisas não aconteceram como Boyle nos diz que aconteceram. Os maiores dramas da vida de Jobs não eram todos 40 minutos antes de cada apresentação e a maioria das pessoas que trabalhou com Jobs afirma que a forma como ele é apresentado no filme não corresponde à realidade.
É um filme que entretém, mas não é o filme que representa a vida de Jobs, nem o próprio, da forma mais fidedigna ou fiel. Michael Fassbender, que está inegavelmente bom (e nomeado a Melhor Actor) nunca me parece Steve Jobs.
Se não tivesse como título um dos nomes dos génios maiores dos últimos anos nem se apresentasse como uma representação da sua vida seria um filme certamente muito melhor. O filme é bom, mas desilude porque se centra em apenas três momentos (que, ainda por cima, não são retratos fieis da realidade) da vida grandiosa de um génio!
Para além da nomeação de Fassbender ao Oscar de Melhor Actor, valeu ainda a nomeação da Kate Winslet, que nunca desilude, a Melhor Actriz Secundária.
45 Years
Há muitos filmes sobre amor, geralmente cheios de clichés e lugares comuns. Acho que é por isso que não sou fã de romances, a maioria parecem-me iguais e demasiado previsíveis. 45 Years é sobre amor e a sua resistência, e sobre o casamento.
Kate Mercer (Charlotte Rampling) e Geoff Mercer (Tom Courtenay) são um casal inglês que está a uma semana de festejar o seu 45º aniversário de casamento. Por problemas de saúde de Geoff, viram-se impossibilitados de festejar o 40º aniversário. No entanto, Geoff recebe uma carta das autoridades suíças que o informam que o corpo de Katya, o seu primeiro amor, tinha sido encontrado em perfeito estado de conservação. Naturalmente, Geoff fica abalado e leva a que Kate a questionar o seu casamento.
O filme constrói-se devagar e não há um clímax, um ponto alto. O registo é constante e não precisamos das palavras de Kate ou Geoff para percebermos o que se passa no seu íntimo. É um filme melancólico e todas as cenas são naturais. Não há artifícios, porque são dispensáveis. É um filme que nos faz sentir que nunca devemos tomar nada por garantido - se uma simples carta pode abalar um casamento construído durante 45 anos, tudo pode ser abalado e até mesmo destruído.
Um filme de uma hora e meia do mais realista que o cinema pode ser. Charlotte Rampling está nomeada, merecidamente, na categoria de Melhor Actriz porque oferece à sua personagem tudo o que ela precisa: credibilidade, naturalidade, drama e amor. Sem esquecer a também excelente interpretação de Tom Courtenay! Um filme que certamente não agradará a todos por haver pouca ou quase nenhuma acção mas que me agrada a mim. Agrada-me, principalmente, por ser tão distinto na sua normalidade.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
A minha estante | A transformação de Steve Jobs
| Foto: Saída de Emergência |
Já tinha lido Steve Jobs, a biografia autorizada da autoria de Walter Isaacson e gostei muito. É natural que se entre em comparações sobre qual é a melhor. Se me pedissem alguma coisa para ler sobre Steve Jobs, eu provavelmente referenciava as duas porque oferecem perspectivas diferentes, de diferentes pessoas. Ao ler A Transformação de Steve Jobs fiquei com a sensação de que os autores assumem que o leitor já leu a biografia de Isaacson.
Enquanto que Isaacson nos leva a conhecer a história de Jobs desde a sua infância, e nos dá a conhecer a vida não só no campo profissional, mas também no campo pessoal através das suas relações familiares e românticas, a biografia de Schendler e Tetzeli centra-se mais na evolução profissional de Steve Jobs, desde a criação da Apple e do seu despedimento da empresa que fundou até ao seu retorno brutal que tirou a Apple de uma situação delicada, já perto da falência, e a tornou numa empresa de incontável sucesso, passando pela criação da NExT e da sua paixão pela Pixar.
Temos acesso a um outro Steve Jobs: mais humano e mais sensível. Assim como temos acesso a alguns episódios que só alguém próximo de Steve Jobs nos poderia narrar, como é o caso de Brent Schlender, o principal escritor desta biografia. Um dos episódios que mais me deliciou foi quando Schlender marcou uma entrevista conjunta com Andy Grove, Bill Gates, Michael Dell e, claro, Steve Jobs para 18 de Dezembro de 2008. Reunir estes quatro homens não era fácil e foi preciso qualquer coisa como seis meses para preparar tudo. Uns dias antes Jobs liga a Schlender para dizer que não ia conseguir aparecer no dia combinado. Ainda não tinha revelado a ninguém que voltara a ficar gravemente doente e estava muito fraco e magro, não queria que ninguém o visse daquela forma. Schlender perguntou-lhe, então, que justificação queria que ele desse a Andy, Bill e Michael. A resposta dele foi mordaz mas maravilhosa, como só poderia ser, vinda de Steve Jobs: "Diz-lhes só que estou a ser um cretino. É o que provavelmente vão pensar, de qualquer maneira, por isso porque não dizê-lo?".
No fim de ler duas biografias de Steve Jobs, fiquei sempre com a mesma sensação: Jobs foi um visionário capaz de mudar o mundo e a forma como o vivemos e experimentamos e é, sem dúvida, uma pessoa que eu gostava muito de ter conhecido! Ontem completava 61 anos, se o cancro não lhe tivesse roubado a vida. Partiu cedo de mais. Acredito piamente que teria muito, muito mais para nos mostrar!
No fim de ler duas biografias de Steve Jobs, fiquei sempre com a mesma sensação: Jobs foi um visionário capaz de mudar o mundo e a forma como o vivemos e experimentamos e é, sem dúvida, uma pessoa que eu gostava muito de ter conhecido! Ontem completava 61 anos, se o cancro não lhe tivesse roubado a vida. Partiu cedo de mais. Acredito piamente que teria muito, muito mais para nos mostrar!
sábado, 16 de janeiro de 2016
Mas é verdade?
Já foram anunciados os nomeados aos Oscars. Isso significa que é altura de começar as reflexões profundas sobre todos os filmes e desempenhos dos actores. Alguém da redacção do The Shiznit já passou essa fase e fez a pergunta: e se os posters dos filmes dissessem a verdade? Seria mais ou menos assim:
E o bónus:
| Bridge of Spies |
| The Revenant |
| Steve Jobs |
| The Big Short |
| The Danish Girl |
| Inside Out |
| Carol |
| Mad Max |
| Sicario |
| The Martian |
| Joy |
| Brooklyn |
| Room |
| The Hateful Eight |
| Ex Machina |
| Spotlight |
A entrega dos prémios é dia 28 de Fevereiro mas o burburinho e as especulações já começaram e intensificam-se de semana para semana. Eu (e o Leonardo DiCaprio) já estamos ansiosos para ver quem leva mais troféus para casa.
A partir de 1 de Fevereiro está aberto a época dos Oscars aqui no estaminé. Vou ver os filmes TODOS e vou falar dos filmes TODOS aqui e vou dar as minhas previsões no próprio dia 28. Portanto fiquem atentos e deixem as vossas opiniões. Agora quero saber: são estes os posters verdadeiros?
A partir de 1 de Fevereiro está aberto a época dos Oscars aqui no estaminé. Vou ver os filmes TODOS e vou falar dos filmes TODOS aqui e vou dar as minhas previsões no próprio dia 28. Portanto fiquem atentos e deixem as vossas opiniões. Agora quero saber: são estes os posters verdadeiros?
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
A minha estante | Steve Jobs
Nome original: Steve Jobs
Nome em Portugal: Steve Jobs
Autor: Walter Isaacson
Editor: Objectiva
Nrº de páginas: 712
A biografia de Steve Jobs escrita em colaboração com o mesmo. Tinha este livro já à algum tempo, mas demorei a pegar nele porque era muito grande e havia sempre qualquer coisa que tinha de fazer pelo meio que me ocupava muito.
É, de facto, um livro volumoso e isso pode ser um ponto negativo para muita gente (e até incomodativo devido ao peso), mas para mim é, neste caso, um ponto positivo. Ao longo das 712 páginas vamos conhecendo muito do Steve Jobs, como pessoa, dos seus objectivos, ideias e personalidade forte e também das suas empresas.
Este livro faz-nos ficar íntimos de Steve Jobs. Faz-nos criar uma qualquer relação com ele. Uma pessoa muito especial e diferente. Alguém que se odeia ou então se ama. Controverso, diferente, difícil mas é, incontornavelmente, um génio e um visionário. Daqui a muitos anos vamos continuar a ouvir falar de Steve Jobs e do seu imenso legado "porque as pessoas suficientemente loucas para acharem que podem mudar o mundo... são as que o mudam".
Uma vez que falo sobre Steve Jobs, aproveito para vos deixar um discurso que é um dos meus discursos favoritos e que contém uma sabedoria extrema. Foi Steve Jobs quem o escreveu e proferiu em 2005 aos graduados da Universidade de Stanford. Vale a pena ver e rever!
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