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| Foto: O Lado V |
A nossa identidade nasce dos princípios de independência e de conquista. Da mesma forma que nasceu Portugal. Com muita luta mas sempre com a mesma vontade de vencer e de crescer, de elevar o nosso nome ao mais alto nível. Claro que tudo isto não passam de palavras e palavras não entram em campo, não marcam e não ganham títulos. São só isso mesmo: palavras. No entanto estas que hoje escrevo transmitem uma verdade difícil de negar e que mesmo para aqueles que não entendem e são apenas espectadores de tamanha paixão e amor é praticamente inegável.
A identidade de que falo é o que faz atletas, que não são atletas do Vitória, como o João Sousa ou o Pedro Meireles terem sempre o símbolo presente em qualquer parte do mundo. É o que faz com que os ex-atletas do Vitória lembrem com carinho os tempos em que o foram, não se esqueçam do quão especial é ter a camisola do Rei ao peito e falem com um brilho inconfundível nos olhos, anos depois, dos adeptos e da instituição vitoriana. É o que faz com que estes ex-atletas levantem bem alto o nosso símbolo quando ganham um troféu por outro clube. É o que faz com que tenhamos a necessidade de viajar com pelo menos um cachecol ou uma camisola do Vitória na mala de viagem para o outro lado do mundo se for preciso. É o que nos faz oferecer um cachecol com todo o amor do mundo a quem conhecemos quando viajamos, com a consciência da importância daquilo que para outros é apenas um pedaço de tecido mas que para nós é muito mais do que isso.
Já vi, mais vezes do que desejado, a nossa identidade ser negligenciada ou a ser relegada para segundo plano através de políticas e politiquices que em nada representam o Vitória. Talvez se todos os parâmetros que definem a época forem definidos de acordo com a nossa identidade e a nossa cultura, possamos chegar então ao sítio que queremos - o de transformar o Vitória num clube vencedor em todas as competições onde participa.
A poucas horas da selecção portuguesa iniciar a sua caminhada no Europeu, e para terminar, tenho de deixar uma última nota. Conto que todos os que entrem em campo e entoem A Portuguesa antes do início do jogo possam ter o espírito conquistador de que falo como D. Afonso Henriques tinha. De um lado o escudo para defender e proteger e do outro a espada para atacar e lutar.


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