Há marcas que respiram classe. Não tem de ser necessariamente uma marca de luxo (apesar de as marcas de que vos quero falar hoje o serem). Gosto daquelas marcas que associamos imediatamente a classe e excelência e que são ícones. Três exemplos: BMW, Mercedes e Porsche. O que têm em comum: são fabricantes de automóveis alemãs e têm classe que nunca mais acaba. Naturalmente são marcas rivais e todos sabemos que rivalidades com classe são muito melhores.
Ao longo dos anos já várias campanhas foram lançadas de todas as marcas que referi anteriormente (assim como da Audi) que pretendiam "picar" as outras marcas. Adoro ver os golpes que vão dando umas nas outras porque o fazem sempre de forma muito desportiva, divertida e nunca tentam rebaixar o rival. Aliás, reconhecem-no como tal, reconhecem a sua grandeza e admitem-no, com imenso respeito e humor. Sabem que a competição que mantêm os ajuda a melhorar cada vez mais e a ser cada vez melhores. A competição, quando saudável, tem esses bons resultados.
A BMW completou 100 anos recentemente. Cem anos! Um número redondo e impossível de não ser celebrado. A BMW celebrou-o, assim como os amantes de carros em geral e, claro, os fãs da marca (principalmente os mais entusiastas). Não se ficou por aí! A Mercedes e a Porsche também o fizeram. De forma sincera, cordial e verdadeira. De gigante para gigante. De ícone para ícone. Resumidamente, mostraram como se faz!
Na conta do Twitter da Mercedes foi publicado um vídeo com a mensagem: "Obrigada pelos 100 anos de competição. Os últimos 30 anos foram, no entanto, um bocado aborrecidos" (fazendo referência aos 130 anos da Mercedes). Os anúncios publicados em jornais alemães, acompanhados pela primeira frase do vídeo, eram dominados pela componente visual mais carismática e característica de todos os carros BMW.
O anúncio da Porsche põe lado a lado os carros eléctricos de ambas as marcas: de um lado o Porsche Mission E e ao lado o BMW i8. A acompanhá-los pode ler-se a mensagem: "O futuro presenteia-nos com grandes desafios. Nós enfrentámo-los com o puro prazer de conduzir. A Porsche curva-se perante 100 anos de história automobilística fascinantes e felicita, de todo o coração, a BMW neste jubileu."
Em baixo podem ver, respectivamente, os anúncios da Mercedes e da Porsche (que infelizmente não encontrei com melhor qualidade).
Todos vocês, que acompanham o blogue, já perceberam a minha paixão por carros. Por isso eu tento manter-me o mais atenta possível a este mundo que tem evoluído muito nos últimos anos, transformando carros em verdadeiras máquinas de velocidade e potência, com um design extremamente moderno e apaixonante. O último carro que despertou a minha atenção foi apresentado no Salão de Genebra, vem da Suécia e é exclusivo.
Apresento-vos o Koenigsegg Regera (palavra sueca para "reinar"):
O objectivo é competir com o Bugatti Veyron. Se é possível? Com as características deste super-carro eu tenho de dizer que sim. Vamos aos números... Possuí a potência de nada mais nada menos do que 1810 cavalos (a marca apenas revelou que seriam "mais do que 1500cv"). Devem estar a perguntar-se como, acalmem as vossas almas que eu estou aqui para vos esclarecer. Este monstro possuí um motor V8 bi-turbo de 5 litros com 1100 cavalos, que associados a mais três motores eléctricos (dois localizados nas rodas traseiras e um terceiro ligado ao sistema Direct Drive System, que substituí a transmissão) com a potência combinada de 710 cavalos, resulta neste número extraordinário. Para chegar aos 100km/h são necessários apenas 2,7 segundos, para chegar aos 300km/h são precisos uns "absurdos" 12 segundos e para atingir a marca dos 400km/h precisa de pouco menos do que 20 segundos, sendo que a velocidade máxima é 410km/h. É precisamente por isto que os responsáveis da marca afirmam que o único carro capaz de bater o Regera... será outro Koenigsegg!
A pesar apenas 1420kg, tem um design incrível e características ímpares como as ópticas LED com assinatura Constellation DRL (Daylight Running Lights). A marca explica que a ideia era que as pessoas pudessem identificar o carro mesmo à distância, e os faróis frontais são o que primeiro se vê num carro. E estes dão nas vistas! A ideia foi espalhar as luzes LED de forma a imitar a constelação. Genial não é? A marca ainda diz que os LED têm o efeito secundário de brilhar como se fossem diamantes. Conseguem imaginar isto? Eu também não! Mas as novidades e espectacularidades estão longe de acabar! Este bebé possuí uma asa traseira activa dobrável que é, segundo a marca, a primeira do mundo. O que acontece é que a asa dobra e entra completamente na carroçaria de forma a realçar a elegância do carro através de "um movimento hipnotizante". É também o primeiro carro completamente robotizado, sem que lhe seja adicionado muito peso por isso (apenas 5kg), o que torna esta tecnologia extremamente atractiva. Os sistemas hidráulicos do Regera controlam os componentes aerodinâmicos tais como a asa traseira, a regulação do chassis e todas as aberturas ou coberturas do carro, que abrem e fecham de forma automática. Tudo isto pode ser controlado através de um mero comando ou até mesmo do próprio smartphone ou através do Apple Watch, sendo necessário apenas a instalção app Apple Car Play. Até a forma como a porta é aberta é única e exclusiva - foi desenhada por Christian von Koenigsegg (o fundador da marca) e designa-se por Dihedral Synchro Helix Doors e funciona da seguinte forma: as portam giram até ficarem num ângulo de 90º, deixando a abertura da porta totalmente livre. Ainda tem o extra de o retrovisor de dobrar por si mesmo quando as portas são abertas.
No interior os luxos continuam, possuí um ecrã táctil de 9 polegadas a partir do qual é possível controlar o sistema de som e de infoentretenimento, possuí conectividade sem fios, câmaras frontal, traseira e interior, airbag inteligente entre outras regalias.
Aposto que estão todos interessados num brinquedo destes, e se é esse o caso aconselho-vos a fazer uma reserva porque vão ser produzidos apenas 80 (oitenta!) veículos e 5 já têm dono. Quanto ao preço, especula-se que seja acima dos 2 milhões de euros, mas a marca ainda não revelou valores. Depois de ficarem com a carteira mais leve, têm de esperar 18 meses para que o bólide vos seja entregue de acordo com as vossas preferências. A meio do processo é enviado um e-mail a informar que a partir daquele momento já é impossível alterar as configurações. Caso o dono, que já tinha desembolsado uma pequena fortuna, decidir alterar a cor do carro tem de esperar mais três meses... e desembolsar mais 60 mil euros. É o preço do luxo!
Deliciem-se com as fotos e com o vídeo porque é só isso que nos toca (bem, pelo menos a mim), desconfio que não haja nenhum exemplar nas estradas portuguesas!
P.S.: Christian von Koenigsegg sempre foi crítico de super-carros híbridos porque defendia que estes não cumpriam a missão a longo prazo, não tornando os carros intemporais e também porque a tecnologia acrescentava muito peso ao carro. Agora, afirma que ele próprio e a sua marca resolveram o problema com o lançamento do Regera, que tem como objectivo de ser o mais potente e temível carro do mundo.
P.S.2: No salão de Genebra, quando fazia a apresentação do "novo bebé", Christian von Koenigsegg disse que teve a ideia de produzir este carro no Verão passado, e que levou 8 meses até ele estar pronto. Levou apenas 8 meses a pensar, a formular e a aperfeiçoar uma ideia. É, sem dúvida nenhuma, de génio e uma fonte de inspiração enorme!
O proprietário de um Nissan Skyline GT-R R33 estava a fazer alterações na parte mecânica do seu carro quando achou que o cinzento que coloria o seu carro era aborrecido e pediu à sua mulher (que é artista) para fazer uns riscos no capô com um marcador de tinta permanente e achou que davam um aspecto interessante e original ao carro. Por isso decidiu entregar-lhe o carro.
O resultado é, no mínimo, original e diferente. Uma pintura que não se conseguia em nenhum lado e provavelmente cheia de carinho. Em cerca de 100 horas o trabalho ficou completo e todo ele feito com marcadores de tinta permanente (com verniz por cima).
Não é para todos os gostos, mas o resultado é original e muito interessante. Ora vejam:
Apesar de ser inegável o facto de que está uma obra-de-arte sobre rodas, tenho a certeza que as opiniões vão divergir muito. É normal, divergem em todos os aspectos. Relativamente a mim, acho que está um carro com imensa personalidade, muito curioso, cheio de personalidade e um bocadinho intrigante também. Se passasse por mim na rua, olhava com certeza pela segunda vez!
Antes de começar a falar deste filme acho que faz sentido fazer uma pequena nota. Eu tenho uma certa dificuldade em descolar-me da realidade. Digamos que os meus filmes preferidos são aqueles que podem retratar a história de alguém, alguma coisa real, alguma coisa que possa mesmo ser possível. Isso são os meus filmes! Quando vejo filmes com carros que se transformam em robôs ou cães que falam ou coisas desse género eu tenho uma tendência grande para torcer o nariz porque, como digo, não consigo descolar-me da realidade. Isso pode, por vezes, acontecer mas muito raramente.
Esta tarde vi o Transformers - The Age of Extinction, e esse é o tipo de filme que eu não aprecio. Carros (uma das minhas paixões, e este traz consigo um Lamborghini e um Pagani Huyara, entre outros, não fiquei desiludida de todo) que se transformam em robôs em que uns são bons e outros são maus e que falam e que acham os humanos uns palermas e que blá blá blá. São mais ou menos 2 horas e 45 minutos sempre a passar-se o mesmo. É o segundo filme que vejo da série dos Transformers e apesar de ter visto o primeiro, não posso dizer se este é melhor ou pior porque não me lembro do outro mas este é mau. Dá para entreter mas com muita dificuldade e admito que adormeci por uns minutos.
Hoje estou só a criticar não é? Vou dizer uma coisa positiva sobre o filme: os efeitos especiais são muito bons. E é tudo.
A história é fraca e difícil de acompanhar por ser muito confusa, os robôs-carros (ou carros-robôs ou aquilo que quiserem) chegam a ser ridículos, o humor não tem piada nenhuma na maioria das vezes, o conceito em si é fraco, a fotografia é quase sempre muito confusa, cheia de criaturas demasiado parecidas e a direcção também não é do meu agrado e como disse anteriormente, o filme é demasiado grande (165 minutos). Talvez esteja a ser um bocado dura mas não acho que tenha muito por onde falar nem actores a sublinhar. O elenco é diferente (conta com Mark Wahlberg, entre outras caras novas) mas não há um roteiro que lhes dê oportunidade de brilhar.
Não gostei do filme. É um filme de Domingo à tarde, mas daquelas em que não há nada para fazer. Mas isto sou eu, que não gosto de um filme em que carros-robôs lutam entre si, em que uns são maus e outros são bons e em que não há nada de especial que me faça colar ao ecrã. Provavelmente é um óptimo filme para aqueles que são amantes do género. Não é para mim. Fico à espera de ouvir as vossas opiniões, sejam elas positivas ou negativas!
Mas eu sou boa rapariga e por isso vou tentar dar-vos alguma coisa interessante (e não é difícil saber o quê se me conhecem minimamente). Vamos lá ver:
Eu gosto de começar pelas coisas boas. Como este Lamborghini Aventador LP 700-4 de 2014. Necessita de 2.9 segundos para chegar aos 100km/h. Tem 700 cavalos e uma velocidade máxima de 350km/h. É um dos vilões do filme. Tem um custo de 400 000 dólares.
Este é o vilão em que o Lamborghini se transforma, de seu nome Lockdown.
Digam olá ao Covertte C7 Stingray. Tem 420 cavalos e um motor de V8 (8 cilindros) e é lindo. O interessante e diferente deste carro para os carros comuns é que mostra, no vidro, a velocidade e as rotações por minuto. Para além disso tem ainda 7 mudanças o que, segundo críticos, torna o carro suave e fácil de conduzir. E é, relativamente a outros super-carros, de preço acessível: o modelo base tem o custo de 60 000 dólares.
O Corvette transforma-se no Crosshairs que para além de carro, robôs é também um helicóptero. Digam lá se isto não é uma ideia de génio, digam!
O super-carro mais caro do filme e o mais potente. Bugatti Veyron Grand Sport Vittesse de 2013. O seu preço atinge os 2,5 milhões de dólares. Em troca disso, o comprador consegue a potência de 1200 cavalos e uma velocidade ligeiramente superior a 400km/h. O carro mais rápido do mundo não está disponível para as mãos de toda a gente (e muito menos para as carteiras).
O Bugatti transforma-se no Drift, que é um Samurai. Acho que é tudo o que sei sobre ele. O carro parece-me mais interessante!
Este é para vocês, leitores que gostam de dar nas vistas. Este camião é da Western Star e é o modelo 5700. Penso que só será lançado para o ano por isso (e por não ser produzido para as massas nem ser um super-carro) não encontrei muitas informações sobre o mesmo.
Transforma-se no Optimus Prime, o líder. Apesar de começar sob a forma de um velho camião, mais tarde transforma-se no vistoso camião em tons de vermelho e azul.
Se eu andasse de camião por essas estradas fora, o eleito era este. Tem estilo mas é apenas um protótipo. É um Freightliner Argosy. O modelo comercial é muito diferente e muito aborrecido, quando comparado com este (o que é perfeitamente normal). O modelo normal tem o preço médio de 250 000 dólares.
O camião-estiloso transforma-se no vilão Gavaltron, que é construído por humanos.
Já devo ter dito por aqui que adoro estes muscle cars, gostava muito de um dia poder ter um. Este é um Chevrolet Camaro SS de 1967 (modificado). A versão standard tem um motor V8 (8 cilindros), 295 cavalos e precisa de 8 segundos para atingir os 100km/h. Foi um carro revolucionário quando foi lançado. Actualmente um Camaro de '67 bem conservado ronda o preço de 60000 dólares.
Este Chevrolet Camaro é um protótipo. O design apaixona-me, devido à mistura do design dos muscle cars (como o Chevrolet Camaro SS de '67) com o design dos super-carros. O protótipo de 2014 vinha equipado com um motor V8, com 426 cavalos, atingindo os 100km/h em 5 segundos e uma velocidade máxima de quase 250 km/h. Um sonho!
Os dois carros da Chevrolet vão transformar-se no Bumblebee (que tem o nome mais giro).
Este monstro é parte da Oshkosh Defense (empresa que fornece os veículos ao exército) e pode servir para uma variedade enorme de missões. Dependendo da configuração, o seu preço pode variar dos 170 000 aos 380 000 dólares, caso estejam interessados...
Apesar do aspecto austero do camião militar, transforma-se em Hound, um dos bons (sim, aquilo que ele tem na boca é um charuto e se não estou em erro, anda sempre com ele).
O meu amor mais recente: Pagani Huayra (2013). Com um peso de cerca de 1300kg, tem a potência de 720 cavalos. O motor é um twin turbo V12. Tem uma velocidade máxima de cerca de 370km/h e vai dos 0-100 em 3.5 segundos, tem uma caixa automática de 7 velocidades (assim como o Stingray). É artesanalmente produzido em Itália e está disponível para muito poucos, com o preço estimado em 1.4 milhões de dólares.
O meu novo amor transforma-se num vilão que é, tal como Gavaltron, construído por humanos.
Por fim, o Chevrolet Chevy Sonic RS. Não se transforma em robô. É um carro construído unicamente para ser utilizado em rally. O preço da versão standard ronda os 15 000 dólares.
P.S.: Nas especificações relativas ao Pagani Huayra, faço referência ao motor Twin Turbo. O termo é inglês e a tradução literal é: turbo gémeo. E já ouvi dois termos que são muito parecidos: Twin Turbo e Biturbo. E fiquei um bocadinho confusa porque encontrei sites que diziam que é a mesma coisa e as marcas usam nomes diferentes por uma questão de marketing (um dos exemplos que li foi que, por exemplo, a Mercedes usa o termo Biturbo por soar mais clássico enquanto que a BMW usa o termo Twin Turbo (ou Twin Power Turbo) por ser um termo mais desportivo) enquanto que outros dizem que são coisas diferentes (que um Biturbo é composto por um turbo mais pequeno para as baixas RPM (rotações por minuto) e outro maior para as altas RPM ao passo que um Twin Turbo é composto por dois turbos iguais dispostos em lados opostos (por exemplo, sendo o Pagani um V12, ficam 6 cilindros de cada lado e um turbo igual em cada lado). Eu tentei resolver a questão pela lógica: Twin = gémeo, bi = 2; gémeo significa igual mas 2 não significa que não possam ser diferentes. Portanto, e pela lógica, diria que são duas coisas diferentes mas não tenho certeza absolutamente nenhuma. Por isso, apelo-vos a vocês, peritos e peritas desta vida, uma solução para a minha dúvida (que pode ser a mais estúpida da história)! Eu não sou uma perita nestes assuntos, mas vou chegar lá!
O título dá o mote para o filme. Esperam uma história absolutamente espectacular? Eu também não. Pelo nome dá para perceber que o filme vai ser passado atrás do volante.
A história é simples, cliché e forçada. Tobey Marshall (Aaron Paul) é dono de uma oficina que está prestes a perder devido a problemas financeiros e participa em corridas de rua. Tem uma rivalidade antiga e intensa com Dino Brewster (Dominic Cooper), corredor de carros profissional. Tobey recebe uma proposta de Dino que aceita, assim como a sua equipa de amigos muito leal. Outra corrida ilegal. Morte de um dos participantes. Outro é preso, injustamente. É libertado com sede de vingança, uma viagem pelos States com um romance forçado pelo meio e o desenlace da história. Sim, a história é assim simples, cliché e vulgar. Nada que me tivesse incomodado. O que eu queria era ver carros, daqueles lindos e que me deixam apaixonada.
E é difícil não reparar neles. Dão nas vistas. E se dão! E neste aspecto as fotos são mais importantes do que as minhas palavras. Por isso fiquem com estas belezas, que são as personagens principais do filme (e que cumpriram todos os requisitos!):
Lamborghini Sesto Elemento. Já é um amor antigo meu. Sou fã da Lamborghini e o Elemento é absolutamente encantador. A carroçaria é em fibra de carbono, pesa 1000 quilos e tem cerca de 570 cavalos. Gostava muito de ver um ao vivo, porque acredito que seja um carro como não há outro igual. Talvez o meu preferido.
McLaren P1: este carro se fosse uma mulher era, com certeza, uma morena com curvas espectaculares, linda e inteligente. O design é magnífico. Atinge os 350 km/h. Tem um motor a gasolina e outro eléctrico. Eu disse: linda, inteligente e espectacular. Não se deixem apaixonar (só poderão assumir a relação se desembolsarem a (módica) quantia de 1,5 milhões de dólares... eu avisei!).
Ford Mustang Shelby GT500 (modificado): o carro que Tobey usa a maioria do filme e que protagoniza a cena num dos lugares mais bonitos dos EUA: o Grand Canyon. Esta beleza em tons prata e azuis tem, nada mais nem menos do que 900 cavalos. Não há nada que não goste. Sinto que podíamos ser os melhores amigos.
Bugatti Veyron Super Sport. Não sou a maior entusiasta da Bugatti mas admito que é um carro absolutamente espectacular e maravilhoso. Se fosse um homem (e sim, podia ter um encontro com a McLaren P1) aposto que era um cinquentão muito charmoso e muito bem vestido. Esta beleza preta e laranja tem uma velocidade máxima de cerca de 415km/h, tem 1200 cavalos. Posso não ser a maior entusiasta, mas não lhe dizia que não...
Koenigsegg Agera - Standard. Este menino aqui (tem mais dois irmãos, já lá vamos) tem 940 cavalos e pode atingir até cerca de 420km/h. Preciso de dizer mais alguma coisa? Não, mas vou dizer na mesma. Então, a carroçaria é feita de fibra de carbono, o motor é de alumínio e o depósito é construído dentro do chassis permitindo uma melhor distribuição do seu peso. Inovação podia ser o seu nome do meio! (E paga-se por ela, este sueco tem o custo de 2 milhões de dólares).
Koenigsegg Agera R. Com uns impressionáveis 1140 cavalos e com uma velocidade máxima (teórica) de cerca de 440km/h, é o irmão bonzinho do nosso amigo branco em cima. É amigo do ambiente e pode ser unicamente conduzido com biocombustível. Este bebé consegue uma melhor performance com E85 (combustível que consiste na mistura de 85% de etanol (sem água) e 15% de gasolina pura) do que com gasolina normal.
Koenigsegg Agera S. O irmão do meio com 1030 cavalos, e com uma velocidade máxima (teórica) de, assim como o irmão R, cerca de 440km/h. Este carro foi construído em especial para ser comercializados em países como os EUA que não têm quantidades abundantes de biocombustível/E85. Este e o R são irmãos gémeos falsos: têm as mesmas especificações com a ligeira diferença de que este é unicamente conduzido com gasolina normal (e por isso, tem menos cavalos). Este aqui é o mais baratinho de todos: custa só 1,6 milhões de dólares. Qualquer um destes irmãos são muito inovadores mantendo um design espectacular!
GTA Spano. Este bebé amarelo (uma das minhas cores favoritas) é espanhol e exclusivo, uma vez que só foram produzidos 99 carros. Os afortunados têm direito ao poder de 900 cavalos e a chegar aos 400km/h. Querem boas notícias? Correm notícias de que a marca está a trabalhar num modelo de edição ainda mais limitada e com o poder de 1200 cavalos. Vamos esperar para ver, por enquanto podemos sonhar com esta beleza.
Durante o filme há ainda outras personagens importantes sobre rodas. Não vamos esquecer os clássicos: Pontiac GTO de 1967, Ford Bronco "Big Oly" de 1971, Porsche 944 S de 1987, Ford Torino GT de 1969, BMW 2800 CS de 1969 e o Chevrolet Camaro SS 396 de 1968, entre outros. No closet feminino estes são os vestidos pretos indispensáveis, no closet masculino podem materializar-se num fato elegante que nunca compromete.
E agora vou apresentar-vos o carro que é, talvez, o mais fulcral no filme e a quem ninguém dá crédito. Podem ver o filme as vezes que quiserem que ele simplesmente não vai aparecer. Aqui está ele, em frente às câmaras:
Ferrari 458 Itália. Quem achavam que tirava as fotos de família? Tinha de ser alguém com igual qualidade. Com 560 cavalos e a atingir os cerca de 325km/h está todo artilhado para nos oferecer imagens de qualidade das corridas que nós adorámos? Nós não o vemos, mas não podemos desvalorizar, de forma nenhuma, a sua presença!
Agora umas notas finais sobre o filme em geral. Vale a pena por causa dos carros e da velocidade, da junção dos clássicos muscle cars com os super-carros europeus. Para quem gosta muito vale totalmente os 132 minutos de filme. E esse tempo todo é um dos pontos negativos: é um filme muito longo em que há algumas cenas que não acrescentam muito. Quem vê este filme (eu incluída) pretende ver carros e não um romance forçado ou cenas de comédia que não têm assim tanta piada. Outro ponto positivo é a posição das câmaras. O espectador tem planos fabulosos. Alguns dos quais dão-nos a sensação de que estamos ao volante do Mustang!
P.S.: Este post deu-me imenso prazer de escrever e muito trabalho. Apesar de gostar muito de carros, sou mais uma apreciadora do design e não sou tão perita nas especificações dos carros. Por isso fiz uma enorme pesquisa para encontrar dados para incluir aqui. Deu muito, muito trabalho mas fiquei muito feliz com o resultado final. Aos peritos: se detectarem algum erro, eu agradeço imenso um comentário que o identifique e explique. Vamos aprendendo uns com os outros! Espero, sinceramente, que vocês tenham tanto gosto a ler como eu tive em escrever!
P.S.2: Mais de 15 dos super-carros que fazem parte do filme foram construídos em menos de seis meses pelo custo de 2 a 3 milhões de dólares. Como é óbvio, são réplicas uma vez que muitos deles foram destruídos durante as filmagens (e era demasiado mau destruir os carros originais). Por outro lado, a Ford trabalhou com a produção do filme para construir o Mustang especialmente para este filme.
Para terminar deixo-vos ainda um pequeno vídeo que fala e mostra, de forma muito reduzida, a construção destas réplicas: