Naqueles momentos em que tudo parece estar mal e eu me quero abstrair de tudo deste mundo há sempre uma música que tenho de ouvir. É esta. Ou melhor, há sempre um álbum que tenho de ouvir: "Into the Wild" de Eddie Vedder. Desde o início ao fim que é um álbum de paz e de esperança. Faz-me viajar e pensar que um dia também vou pôr uma mochila às costas para ir para onde me apetecer. Sem dúvida que isso é o meu maior sonho: viajar pelo mundo com uma mochila às costas, eu e a natureza. Sem telemóvel, sem computador, sem internet. Esse pensamento é o único que me consegue relaxar, que consegue com que eu ultrapasse as adversidades. É o meu querido Eddie Vedder que me leva para um mundo novo, outro mundo onde tudo é calmo. Quando ouço este álbum não tenho ansiedade ou pânico, nada disso existe ou importa. A versão que anexei a este post é ao vivo com o Jonnhy Depp, um dos actores mais talentosos de Hollywood e que parece que não tem talento só para a representação.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
1/30 - Uma música que te faça feliz
O meu primeiro pensamento foi "tu só gostas de músicas deprimentes, onde é que vais arranjar uma música que te faça feliz?". É deveras complicado, tenho de admitir. E se me permitem vou transgredir já as regras porque eu sou uma fora-de-lei.
Não estou bem a ver uma música que me faça feliz, mas shame on me porque eu sou uma pessoa depressiva que em forma de auto-ajuda passa os dias a ouvir música depressiva e triste. A única música que me ocorreu foi We are the Champions dos Queen. Depois percebi que não era a música que me fazia feliz mas sim o momento ao qual está associado: era a música que toda a gente cantava, eu incluída, no Toural quando os nossos heróis chegavam do Jamor. Como não era a música em si que me fazia feliz (apesar de adorar a música e adorar os Queen) pensei por mais 5 minutos. Percebi que havia uma performance que me fazia muito feliz.
É um medley que incluí Beyoncé, Ed Sheeran e Gary Clark Jr. no tributo ao grande Stevie Wonder. A energia, a felicidade e a cumplicidade dos três é contagiante e o talento é inegável por isso é a combinação perfeita (as pernas da Beyoncé ajudam, admito com ciúmes). Podia ver esta performance durante horas que não me cansava. É fantástica! Vejam lá se não vos deixa com um sentimento de alguma coisa parecida com felicidade:
Não estou bem a ver uma música que me faça feliz, mas shame on me porque eu sou uma pessoa depressiva que em forma de auto-ajuda passa os dias a ouvir música depressiva e triste. A única música que me ocorreu foi We are the Champions dos Queen. Depois percebi que não era a música que me fazia feliz mas sim o momento ao qual está associado: era a música que toda a gente cantava, eu incluída, no Toural quando os nossos heróis chegavam do Jamor. Como não era a música em si que me fazia feliz (apesar de adorar a música e adorar os Queen) pensei por mais 5 minutos. Percebi que havia uma performance que me fazia muito feliz.
É um medley que incluí Beyoncé, Ed Sheeran e Gary Clark Jr. no tributo ao grande Stevie Wonder. A energia, a felicidade e a cumplicidade dos três é contagiante e o talento é inegável por isso é a combinação perfeita (as pernas da Beyoncé ajudam, admito com ciúmes). Podia ver esta performance durante horas que não me cansava. É fantástica! Vejam lá se não vos deixa com um sentimento de alguma coisa parecida com felicidade:
Eu não sou de cenas destas mas...
Sabem aqueles desafios giros que os blogues fazem? Todos catitas e giros? Pois, eu acho-lhes piada, mas nos blogues dos outros. É um bocadinho como as crianças: são lindas e maravilhosas e eu adoro-as, mas no colo dos outros. Pronto, e agora acham-me uma insensível. Não se preocupem, não sou. Há uma criança, de entre as mil crianças que existem na minha família, que é muito simpática e ri-se para mim quando está no meu colo e acha piada à forma infantil como falo para ela. Pronto, eu só estive com ela no verão passado porque a princesa está no Luxemburgo mas acho que ela vai continuar a adorar-me este ano (eu até lhe troquei a fralda uma vez, e ela não chorou, vejam bem o amor da criança por mim!). Já estou a divagar, não é? Então pronto, depois de vos falar de crianças vou comunicar-vos o objectivo deste post: eu vou fazer um desafio desses todos catitas, só para vir aqui todos os dias e não dar tempo a que aqui se criem teias de aranha.
O desafio consiste em, todos os dias, mostrar-vos uma música com significado para mim. Todos os dias há um tema diferente. Vou tentar cumprir escrupulosamente com isto, nem que nos próximos 30 dias só haja música por aqui. Sempre ouvi dizer que alguma coisa é melhor do que nada. Por isso, vejam lá (e podem ir deixando os vossos comentários de que música escolheriam, é sempre bom conhecer música nova - a não ser que seja daquelas músicas que passam na SIC e na TVI ao domingo à tarde... Nesse caso eu não preciso de saber, está bom?):
Dia 01 - Uma música que te faça feliz
Dia 02 - Uma música que te ajude a relaxar
Dia 03 - Uma música que te faça rir
Dia 04 - Uma música que te faça lembrar alguma coisa triste
Dia 05 - Uma música que tem um novo significado de cada vez que a ouves
Dia 06 - Uma música com a qual te identifiques sempre
Dia 07 - Uma música que é o teu guilty pleasure
Dia 08 - Uma música que gostavas quando eras mais nova
Dia 09 - Uma música que te faça querer dançar
Dia 10 - Uma música que te faça chorar
Dia 11 - Uma música que te faça lembrar do verão
Dia 12 - Uma música que te faça lembrar do teu melhor amigo
Dia 13 - Uma música que cantes no chuveiro
Dia 14 - Uma música que gostes de ouvir ao vivo
Dia 15 - Uma música que as pessoas não esperam que gostes
Dia 16 - Uma música que tem muito significado para ti
Dia 17 - Uma música que te aborrece
Dia 18 - Uma música que tens ou queres ter como toque de telemóvel
Dia 19 - Uma música com a qual estás obcecada de momento
Dia 20 - Uma música de um álbum novo que estás à espera que seja lançado
Dia 21 - Uma música que queiras dançar no teu casamento
Dia 22 - Uma música que seria o genérico de um programa de televisão sobre a tua vida
Dia 23 - Uma música que te faça ficar zangada
Dia 24 - Uma cover
Dia 25 - Uma música em acústico que adores
Dia 26 - Uma música da tua banda favorita
Dia 27 - Uma música com a qual gozes
Dia 28 - Uma música que te faça lembrar de alguém especial
Dia 29 - Uma música que actualmente não te sai da cabeça
Dia 30 - Uma música que não tenhas ouvido por algum tempo
O desafio consiste em, todos os dias, mostrar-vos uma música com significado para mim. Todos os dias há um tema diferente. Vou tentar cumprir escrupulosamente com isto, nem que nos próximos 30 dias só haja música por aqui. Sempre ouvi dizer que alguma coisa é melhor do que nada. Por isso, vejam lá (e podem ir deixando os vossos comentários de que música escolheriam, é sempre bom conhecer música nova - a não ser que seja daquelas músicas que passam na SIC e na TVI ao domingo à tarde... Nesse caso eu não preciso de saber, está bom?):
Dia 01 - Uma música que te faça feliz
Dia 02 - Uma música que te ajude a relaxar
Dia 03 - Uma música que te faça rir
Dia 04 - Uma música que te faça lembrar alguma coisa triste
Dia 05 - Uma música que tem um novo significado de cada vez que a ouves
Dia 06 - Uma música com a qual te identifiques sempre
Dia 07 - Uma música que é o teu guilty pleasure
Dia 08 - Uma música que gostavas quando eras mais nova
Dia 09 - Uma música que te faça querer dançar
Dia 10 - Uma música que te faça chorar
Dia 11 - Uma música que te faça lembrar do verão
Dia 12 - Uma música que te faça lembrar do teu melhor amigo
Dia 13 - Uma música que cantes no chuveiro
Dia 14 - Uma música que gostes de ouvir ao vivo
Dia 15 - Uma música que as pessoas não esperam que gostes
Dia 16 - Uma música que tem muito significado para ti
Dia 17 - Uma música que te aborrece
Dia 18 - Uma música que tens ou queres ter como toque de telemóvel
Dia 19 - Uma música com a qual estás obcecada de momento
Dia 20 - Uma música de um álbum novo que estás à espera que seja lançado
Dia 21 - Uma música que queiras dançar no teu casamento
Dia 22 - Uma música que seria o genérico de um programa de televisão sobre a tua vida
Dia 23 - Uma música que te faça ficar zangada
Dia 24 - Uma cover
Dia 25 - Uma música em acústico que adores
Dia 26 - Uma música da tua banda favorita
Dia 27 - Uma música com a qual gozes
Dia 28 - Uma música que te faça lembrar de alguém especial
Dia 29 - Uma música que actualmente não te sai da cabeça
Dia 30 - Uma música que não tenhas ouvido por algum tempo
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Le Tour
Depois de Cancellara, Tony Martin é o segundo camisola amarela a abandonar o Tour em consequência de um acidente. Num dia em que tudo parecia correr bem e a cerca de 1 km da meta. Acaba a tirada com a clavícula partida e apoiado nos seus colegas. É por o Tour ser mais do que a melhor corrida do mundo que não lhe resisto todos os anos. Há tanta humanidade no desporto!
quarta-feira, 8 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
Não há só um camisola amarela
Nunca pratiquei nenhum desporto. A culpa está na minha péssima coordenação motora e no facto de eu ser a pessoa mais trapalhona de que deve haver registo. No entanto tenho muita pena de não praticar desporto, ou de não ter sido inscrita num desporto qualquer quando era pequena. Desde que me lembro de ver desporto - se ver desporto contar como desporto então sou uma atleta - que fico fascinada com a capacidade psicológica dos desportistas. É incrível a forma como transformam a dor em motivação, o espírito de sacrifício, a vontade de se superar, a capacidade de se levantar quando tudo parece estar perdido. Acho mesmo que os desportistas são as pessoas mais fantásticas do mundo.
Como já disse, eu sou uma ávida espectadora de desporto e não interessa qual. Se puder assistir ao vivo eu estou lá porque a atmosfera é uma coisa que a televisão ainda não tem capacidade de transmitir (por muita tecnologia que haja, há coisas intransmissíveis e perde-se tanto quando só se vê na televisão - até podemos ver a repetição dos lances 20 vezes que há coisas que se perdem). Já fui ver jogos da selecção nacional da Liga Mundial de Voleibol ao Multiusos de Guimarães, sempre que posso vou ao Pavilhão do Vitória ver o basquetebol e já fui ver jogos de Basquetebol a Fafe nas últimas duas Finais 8 em que o Vitória participou (e ganhou uma delas num jogo espectacular contra o Benfica) e vou ver futebol sempre que posso. Na televisão acompanho aquilo que posso, desde futebol a ciclismo. E é exactamente de ciclismo que quero falar aqui hoje.
Os menos distraídos já devem saber que o Tour de France já se iniciou este ano. O Tour é, como devem saber, uma competição anual de ciclismo de estrada que se realiza geralmente em Julho na França (com alguns desvios pelos países vizinhos). É talvez a competição mais importante para os ciclistas e é extremamente dura e parece intangível para o mais comum dos mortais. O percurso altera-se todos os anos mas o formato da prova é sempre o mesmo: incluí provas de contrarrelógio, a passagem nos Pirenéus e nos Alpes e termina nos Champs-Élysées em Paris. A prova divide-se em 21 etapas diárias ao longo de 23 dias e os ciclistas percorrem um total de cerca de 3200km. Já perderam o fôlego? Eu também. Como eu disse, não é acessível ao mais comum dos mortais. Em bom português: é só para quem os tem no sítio.
Ontem foi dia da 3ª etapa. Se estão a par das notícias, aperceberam-se da aparatosa queda quando faltavam cerca de 60 km para o final da etapa. A queda foi tão grave que a corrida teve mesmo de ser neutralizada (foi a primeira vez que vi isto acontecer). A queda envolveu um largo número de ciclistas levando alguns a abandonarem a prova de imediato. Entre os ciclistas que foram ao chão estava o "nosso" Rui Costa. Estava a acompanhar a etapa em directo quando me apercebi da queda e fiquei logo triste porque percebi as consequências que ia ter no desempenho de imensos atletas. Imaginam a tristeza de um ciclista quando cai e percebe que se não se conseguir levantar e aguentar as dores está tudo acabado para ele? Não é só o ciclista que cai, não é só a bicicleta que se arranha no chão, é o sonho que acaba. Cerca de 25 minutos depois o director da prova dava ordens para que esta se reiniciasse. Alguns ciclistas conseguiram continuar, com o equipamento rasgado, os joelhos e os cotovelos vermelhos do sangue e da dor que por certo sentiam, as caras de desalento e tristeza, as expressões de quem tem de transformar a dor na sua maior motivação. Talvez eu seja demasiado sensível, mas parece que a dor deles é também um bocadinho minha. Outros foram forçados a abandonar a prova de imediato porque não tinham condições para continuar.
Rui Costa confessou mais tarde que foi em sofrimento até à meta. Como ele acredito que tenham sido muitos. Não é só o sofrimento físico - que só por si já é suficiente - mas é ainda o sofrimento psicológico. Confessou também, no seu blog que amanhã a etapa vai ser muito dura porque é em paralelo e para juntar a isso tem as mazelas na anca, no joelho e nas costas. Cancellara, que carregava a camisola amarela, também esteve envolvido no acidente. Tal como Rui Costa decidiu continuar até à meta, visivelmente mais queixoso e combalido. Eram notórias as dores que sentia. Depois dos exames médicos foi obrigado a abandonar a prova porque tinha duas costelas partidas. Vocês já devem ter percebido mas deixem-me só dizê-lo claramente: Fabian Cancellara fez cerca de 50 km com duas costelas partidas! Não foi o único a continuar com uma lesão. Laurens ten Dam decidiu terminar a etapa depois de a sua equipa ter "consertado" o seu ombro deslocado ainda no chão do asfalto.
É no final de etapas como esta que acho os títulos uma enorme injustiça. Porque é que só um é que tem direito à tão almejada camisola amarela quando todos são campeões? Todos aqueles ciclistas que caíram e se magoaram mas arranjaram forças sabe-se lá onde para chegar à meta mereciam a sua própria camisola amarela, não mereciam?
É em dias destes (e nos outros todos) que os desportistas são pessoas que têm todo o meu respeito e admiração. Porque continuam, mesmo que tenham muitas barreiras à frente. E é assim que nem sempre são só os que ganham que ficam para a história.
No final, Christopher Froome ficou com a camisola amarela (o ano passado Froome foi obrigado a abandonar a corrida num dia chuvoso depois de duas quedas). O vencedor da etapa foi o espanhol Joaquim Rodríguez.
Como já disse, eu sou uma ávida espectadora de desporto e não interessa qual. Se puder assistir ao vivo eu estou lá porque a atmosfera é uma coisa que a televisão ainda não tem capacidade de transmitir (por muita tecnologia que haja, há coisas intransmissíveis e perde-se tanto quando só se vê na televisão - até podemos ver a repetição dos lances 20 vezes que há coisas que se perdem). Já fui ver jogos da selecção nacional da Liga Mundial de Voleibol ao Multiusos de Guimarães, sempre que posso vou ao Pavilhão do Vitória ver o basquetebol e já fui ver jogos de Basquetebol a Fafe nas últimas duas Finais 8 em que o Vitória participou (e ganhou uma delas num jogo espectacular contra o Benfica) e vou ver futebol sempre que posso. Na televisão acompanho aquilo que posso, desde futebol a ciclismo. E é exactamente de ciclismo que quero falar aqui hoje.
Os menos distraídos já devem saber que o Tour de France já se iniciou este ano. O Tour é, como devem saber, uma competição anual de ciclismo de estrada que se realiza geralmente em Julho na França (com alguns desvios pelos países vizinhos). É talvez a competição mais importante para os ciclistas e é extremamente dura e parece intangível para o mais comum dos mortais. O percurso altera-se todos os anos mas o formato da prova é sempre o mesmo: incluí provas de contrarrelógio, a passagem nos Pirenéus e nos Alpes e termina nos Champs-Élysées em Paris. A prova divide-se em 21 etapas diárias ao longo de 23 dias e os ciclistas percorrem um total de cerca de 3200km. Já perderam o fôlego? Eu também. Como eu disse, não é acessível ao mais comum dos mortais. Em bom português: é só para quem os tem no sítio.
Ontem foi dia da 3ª etapa. Se estão a par das notícias, aperceberam-se da aparatosa queda quando faltavam cerca de 60 km para o final da etapa. A queda foi tão grave que a corrida teve mesmo de ser neutralizada (foi a primeira vez que vi isto acontecer). A queda envolveu um largo número de ciclistas levando alguns a abandonarem a prova de imediato. Entre os ciclistas que foram ao chão estava o "nosso" Rui Costa. Estava a acompanhar a etapa em directo quando me apercebi da queda e fiquei logo triste porque percebi as consequências que ia ter no desempenho de imensos atletas. Imaginam a tristeza de um ciclista quando cai e percebe que se não se conseguir levantar e aguentar as dores está tudo acabado para ele? Não é só o ciclista que cai, não é só a bicicleta que se arranha no chão, é o sonho que acaba. Cerca de 25 minutos depois o director da prova dava ordens para que esta se reiniciasse. Alguns ciclistas conseguiram continuar, com o equipamento rasgado, os joelhos e os cotovelos vermelhos do sangue e da dor que por certo sentiam, as caras de desalento e tristeza, as expressões de quem tem de transformar a dor na sua maior motivação. Talvez eu seja demasiado sensível, mas parece que a dor deles é também um bocadinho minha. Outros foram forçados a abandonar a prova de imediato porque não tinham condições para continuar.
Rui Costa confessou mais tarde que foi em sofrimento até à meta. Como ele acredito que tenham sido muitos. Não é só o sofrimento físico - que só por si já é suficiente - mas é ainda o sofrimento psicológico. Confessou também, no seu blog que amanhã a etapa vai ser muito dura porque é em paralelo e para juntar a isso tem as mazelas na anca, no joelho e nas costas. Cancellara, que carregava a camisola amarela, também esteve envolvido no acidente. Tal como Rui Costa decidiu continuar até à meta, visivelmente mais queixoso e combalido. Eram notórias as dores que sentia. Depois dos exames médicos foi obrigado a abandonar a prova porque tinha duas costelas partidas. Vocês já devem ter percebido mas deixem-me só dizê-lo claramente: Fabian Cancellara fez cerca de 50 km com duas costelas partidas! Não foi o único a continuar com uma lesão. Laurens ten Dam decidiu terminar a etapa depois de a sua equipa ter "consertado" o seu ombro deslocado ainda no chão do asfalto.
É no final de etapas como esta que acho os títulos uma enorme injustiça. Porque é que só um é que tem direito à tão almejada camisola amarela quando todos são campeões? Todos aqueles ciclistas que caíram e se magoaram mas arranjaram forças sabe-se lá onde para chegar à meta mereciam a sua própria camisola amarela, não mereciam?
É em dias destes (e nos outros todos) que os desportistas são pessoas que têm todo o meu respeito e admiração. Porque continuam, mesmo que tenham muitas barreiras à frente. E é assim que nem sempre são só os que ganham que ficam para a história.
No final, Christopher Froome ficou com a camisola amarela (o ano passado Froome foi obrigado a abandonar a corrida num dia chuvoso depois de duas quedas). O vencedor da etapa foi o espanhol Joaquim Rodríguez.
| Cancellara Foto: www.mirror.co.uk |
| Foto: www.mirror.co.uk |
| Foto: www.mirror.co.uk |
| Foto: www.mirror.co.uk |
| Foto: www.mirror.co.uk |
| Laurens ten Dam depois de deslocar o ombro Foto: www.mirror.co.uk |
| Um membro da equipa a pôr-lhe o ombro "no sítio" para que continuasse a corrida Foto: www.mirror.co.uk |
P.S.: Estão 4 portugueses em prova: Rui Costa (dorsal 151) que se encontra na 30ª posição na classificação geral, a 3.10 de Froome (ficou em 38º lugar na 3ª etapa), Tiago Machado (dorsal 98) que é 59º na geral (39º na etapa 3), Nelson Oliveira (dorsal 155) que se encontra na 79ª posição da geral (107º na etapa 3) e o vimaranense José Mendes (dorsal 197) que é o 163º da geral (162º na etapa 3). Em competição está também o lusodescendente Armindo Fonseca (dorsal 206) que se encontra na posição 78º da classificação geral (na etapa 3 ficou no 45º lugar).
P.S.2.: A decisão do director da prova neutralizar a corrida foi muito polémica e contestada por alguns corredores que não estiveram envolvidos na queda. A contestação surgiu aparentemente porque na 2ª etapa também houve uma queda mas a corrida continuou. Eu não acompanhei a etapa 2, mas percebi que depois da caótica queda de ontem a corrida tinha obrigatoriamente de ser neutralizada por uma razão muito simples. Os veículos de emergência e os médicos da prova estavam todos no local do acidente a prestar ajuda aos ciclistas que estavam magoados, logo se houvesse algum acidente pouco depois deste não estavam disponíveis os meios de emergência necessários, o que podia ter efeitos catastróficos e até fatais. Por isso sim, a corrida tinha de ser neutralizada porque antes de tudo está a saúde dos atletas e se a assistência não pode ser garantida só havia mesmo este caminho.
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O tempo sempre passa, não é?
À dias tive uma experiência muito engraçada, mas surgiu por pura casualidade. Andava numa das minhas incursões ao YouTube quando nos vídeos que são sugeridos estava uma performance relativamente recente da música With or Without You dos U2 que eu adoro. Para passar o tempo (e não há amigo mais indicado para isso que o YouTube) decidi ver, porque adoro a música e a banda. Depois fui ler alguns comentários e um deles fazia referência a uma performance em particular que já tinha alguns anos e eu, por curiosidade, fui ver. As diferenças são tão notórias como é tudo tão igual... Os traços do Bono, a forma como se mexe no palco, a forma como interpreta a música é tão igual mas ao mesmo tempo tão diferente! É a prova de que, embora às vezes tenhamos a sensação de que o tempo pára e demora muito a passar, o tempo passa e passa rápido.
As duas performances são separadas por cerca de 23 anos. É verdade, os U2 já andam por cá à tanto tempo (e continuam a dar que falar). A música With or Without You já conta 28 primaveras. Parece mentira não parece?
domingo, 5 de julho de 2015
A minha estante | Amy Winehouse: The Biography
Nome original: Amy Winehouse - The Biography
Autor: Chas Newkey-Burden
Editora: John Blake Publishing
Nrº de páginas: 230
Sempre gostei muito da Amy Winehouse, da sua voz única e maravilhosa. Desde que me lembro que fico arrepiada quando ouço Tears Dry on Their Own ou Back to Black ou tantas outras. Fico arrepiada por ouvir uma voz tão boa e também fico triste porque é impossível não pensar na sua vida difícil e atribulada e da sua morte tão prematura.
Foi precisamente por adorar a Amy que não pensei duas vezes em comprar este livro (que vinha acompanhado de um DVD que ainda não tive oportunidade de ver). A primeira impressão do livro foi que era muito pequeno para ser uma biografia mas a qualidade não se vê no tamanho, não é verdade? Posto isto decidi atirar-me a ele na convicção de que é um livro que se lê num ápice - e não me enganei, lê-se com muita facilidade e rapidez. No entanto fiquei ligeiramente desiludida.
A primeira edição do livro foi em 2009, quando a Amy ainda estava viva. Mas a edição que comprei é de 2011, pouco tempo depois dela morrer. Por isso o livro só aborda a vida dela até 2008, não retrata os últimos 3 anos da sua vida. Para além disso, é algo confuso. É confuso de situar no tempo os acontecimentos que vão sendo relatados. Outro aspecto que me deixou desiludida - e este talvez seja o pior do livro - é o facto de não termos a mínima ideia do que se passa na cabeça da Amy, não sabemos como ela vê a pressão da imprensa, não sabemos como ela se sente e eu suponho que quando alguém decide ler uma biografia pretende conhecer os pensamentos da personalidade em questão.
O livro baseia-se muito (demasiado, por vezes) no trabalho da Amy, em entrevistas e nas reviews dadas por outras personalidades ou publicações. Não há novidades porque o livro é escrito a partir de material que já estava ao nosso alcance. Também aborda muito as performances, com tal detalhe que somos quase obrigados a ir ao YouTube ver se de facto o que ali está descrito é verdade.
Ao contrário da maioria dos autores de biografias, Newky-Burden não tenta esconder o quanto gosta da Amy e o quanto a admira. Se, por um lado, isto é negativo pois eu acho que quem escreve biografias deve conseguir ser isento, por outro lado é positivo porque nunca se esquece de mencionar o seu enorme talento.
Talvez catalogar este livro como biografia não seja o mais correcto, porque quando acabamos de o ler não ficamos com essa sensação. Eu, pelo menos, senti que me apetecia procurar outra biografia porque queria descobrir a verdadeira Amy. Este livro é uma colectânea de reviews, entrevistas e opiniões dos fãs da Amy.
No fim, a sensação mais clara é a de que a excelente e perturbada Amy Winehouse merecia mais do que isto, muito mais.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Oremos
Hoje é um dia triste e não só porque cheguei das minhas mini-férias. O motivo da tristeza deste dia é a morte do wareztuga. Eu, pessoa que passa horas e horas a ver séries e filmes, sou uma utilizadora do wareztuga desde o início. Este desaparecimento precoce deixa-me não só profundamente triste mas com um sentimento de revolta que não passa e não vai passar tão cedo. Sabem qual foi a causa da morte? Netflix! Revoltem-se e manifestem a vossa profunda infelicidade. E sim, eu sei que sou uma fora da lei porque via filmes numa plataforma ilegal, mas querem o quê? As séries estavam online um ou dois dias depois de serem transmitidas no países de origem, os filmes tinham boa qualidade e as legendas eram maioritariamente boas. E o melhor... não tínhamos de pagar balúrdios para ver um filme. A cultura estava acessível a todos (como devia estar sempre!) através do wareztuga.
Querido wareztuga, foi um prazer conhecer-te e passar maravilhosas horas contigo, noites inesquecíveis. Fomos muito felizes juntos nestes 4 anos, não fomos? Ainda hoje de manhã estava tudo bem contigo, vi mais um episódio de Lost e estavas de boa saúde por isso a tua partida me deixa surpreendida. Tinha mais de 850 filmes agendados para ver e agora partes assim, sem um aviso, sem uma despedida... Obrigada por tudo, obrigada por me introduzires a filmes e séries aos quais não teria acesso se não fosses tu. Foste fundamental no meu processo de crescimento. Nunca serás esquecido sabes? E já estou cheia de saudades tuas. Descansa em paz!
Fui ali passear, mas já voltei
Estou a chegar de umas mini-férias em Nazaré. Já não é a primeira vez que vou a Nazaré, e é a segunda vez que vou lá passar umas mini-férias. Em 2013 fiquei por lá três dias e desta vez o programa foi o mesmo. É um sítio muito agradável para passear, descansar e ficar maravilhado com as paisagens, que apesar de já as conhecer muito bem me continuam a encantar.
Infelizmente não fui agraciada com um tempo espectacular, mas ainda deu para aproveitar o sol da praia da Nazaré na terça à tarde e o dia todo de quinta, na quarta fui até S. Martinho do Porto, uma praia muito calma e muito bonita. Apesar do bom tempo durante a manhã, à tarde ficou muito vento e era insuportável estar na praia. Como alternativa fui até à pequena e encantadora Vila de Óbidos e aproveitar para conhecer a Praia D'el Rei.
Ontem ao fim da tarde fui até ao Sítio da Nazaré, que é a minha parte favorita. Jantei num restaurante muito agradável, com uma vista panorâmica que me fazia querer jantar 20 vezes só porque não queria sair de lá. O restaurante fica na estrada que vai até ao Farol e é óptimo para um jantar em família no final de um dia de praia.
Se puderem, não deixem de visitar estes sítios maravilhosos: se forem a Óbidos a paragem obrigatória é na Livraria Mercado Biológico, um espaço encantador e maravilhoso que combina livros (muitos livros) com produtos biológicos. A Praia D'el Rei é também merecedora de uma visita e um dia só não chega, apesar de não ter pisado o areal (com muita pena minha mas a temperatura e o vento não ajudavam e o tempo era pouco) apercebi-me da beleza e calma desta praia. Em Nazaré, para além da praia enorme e convidativa, o meu sítio favorito é sem dúvida o Sítio, que é deslumbrante e se forem para jantar, passem no Arimar que tem como especialidades pratos de peixe (mas eu, que já estava um bocadinho farta de peixe, optei por carne à alentejana e não me arrependi nada). Ah, e quando lá forem não se esqueçam de parar na Gelatomania, uma gelataria italiana, na vila da Nazaré que está recheada de coisas não só deliciosas como lindas!
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| Praia D'el Rei |
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| Praia D'el Rei |
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| Livraria Mercado Biológico - Óbidos |
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| Livraria Mercado Biológico - Óbidos |
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| Óbidos |
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| Praia de S. Martinho do Porto |
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| Óbidos |
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| Óbidos |
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| Ginja de Óbidos em copo de chocolate |
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| Óbidos |
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| Um waffle enorme e maravilhoso na Gelatomania em Nazaré |
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| Óbidos |
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| Óbidos |
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| Praia de S. Martinho do Porto |
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| Praia da Nazaré |
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| Vista Panorâmica do restaurante Arimar, no Sítio da Nazaré |
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| O sítio da Nazaré |
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| Uma estátua viva a personificar um pescador nazareno do século XX - para além da figura estar espectacular, o senhor era muito simpático e atencioso |
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| Nazaré |
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| Nazaré |
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| Pulseiras em pele personalizadas por um casal da Holanda numa banca linda na Nazaré - também estampam colares e coleiras para cães e gatos |
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| Vista do Sítio da Nazaré |
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| Igreja da Nossa Senhora da Nazaré |
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| Praia da Nazaré |
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| O sítio da Nazaré |
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| Praia D'el Rei |
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| Praia da Nazaré |
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| O sítio da Nazaré |
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| Praia da Nazaré |
Podem ver estas e outras fotos na minha conta EyeEm
P.S.: Todas as fotos foram tiradas por mim. Caso as queiram utilizar, agradeço que me contactem primeiro e as identifiquem como sendo minhas. Obrigada.
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