segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um pequeno equívoco

Hoje li num breve artigo sobre os candidatos à White House publicado numa revista (que, sinceramente, já não me lembro qual) que afirmava que desta vez há candidatos para todos os gostos. Acho que sim, que há. Até lá está o Trump. Por isso, sim, há mesmo candidatos para todos os gostos.
Discordei na parte em que disse que a Hillary Clinton era a candidata das feministas. Assumo que o disse porque pensa que as mulheres que se revêem no movimento feminista votam sempre em mulheres, independentemente do resto. E acho que nesse ponto há um equívoco.
Eu identifico-me com este movimento. Feminismo é, segundo o dicionário, "um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens". Acho que devíamos todos ser feministas, porque não se trata de querer mais para as mulheres do que para os homens, muito menos se trata de rebaixar os homens em relação às mulheres. Trata-se, sim, de igualdade para ambos os sexos. Isto dava pano para mangas e eu até ficava aqui a noite toda a escrever sobre o tópico porque é importante e porque eu acredito verdadeiramente nisso. No entanto vou voltar ao que me levou a escrever post.
As feministas não querem que as mulheres ocupem todos os cargos importantes do mundo pelo facto de serem mulheres. As feministas querem que uma mulher tenha a mesma oportunidade de ser eleita para esse cargo como um homem tem, pelo facto de que uma mulher tem todas as capacidades para isso. As feministas querem igualdade quando a imprensa aborda, por exemplo, umas eleições em que há concorrentes de ambos os sexos e que não haja um alarido ou um burburinho pouco usual em torno das mulheres porque no século XXI já devia ser natural as mulheres serem candidatas a grandes cargos e serem elegidas para posições de chefia!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

All bad things must come to an end

Já tinha falado de Breaking Bad aqui. Terminei o post a dizer que era, provavelmente, das melhores (senão a melhor) séries de todos os tempos. Hoje quero reformular. Acho que é mesmo a melhor série de sempre. Pelo menos, das séries completas que já vi, sem dúvida que leva o troféu.
Para além de vos querer aconselhar a ver (a sério, vejam e viciem-se como eu), vou só deixar umas notas finais:
- Tive a sensação de que Bryan Cranston (Walter White) e Aaron Paul (Jesse Pinkman) são de outro mundo e têm desempenhos para lá de brilhantes durante todas as temporadas, e quando eu digo todas eu quero dizer todas. Começam maravilhosos, mas terminam dois monstros. Ansiosa por ver outros trabalhos de cada um deles!
- Quero ser a melhor amiga do Jesse Pinkman, yo, e salvá-lo de todo o mal deste mundo. O pobre rapaz é um anjo e ninguém o deixa em paz. Merece sossego e felicidade. Sofri muito com ele ao longo da série toda. Ele não merecia aquilo, e mais não digo biatch!
- Tenho vários sentimentos relativamente ao Walter White. Não sei expressar mas nunca adorei e detestei uma personagem em simultâneo tantas vezes. No entanto admito que se torna num badass sem comparação no mundo das séries! No final... well, não vou ser spoiler mas aquele episódio final é monumental!
- É humanamente impossível não ficar com um tremendo crush no Jesse Pinkman/Aaron Paul. Não dá, a sério que não e não vale a pena tentar resistir.
- O Gus Fring é o dealer mais peculiar de sempre, nada mais a acrescentar.
- Não consigo eleger uma cena como a melhor, porque são todas espectaculares. A sério, não estou a exagerar. São todas dignas de serem vistas e revistas 1837929 vezes! Eu vou só referir esta, porque é é quando o Jesse Pinkman nos dá a honra de o ver em todo o seu esplendor num monólogo que provavelmente só encontra competição num dos (muitos) monólogos de Walter White/ Heisenberg (como quiserem).
- O voicemail do Jesse Pinkman, que podem ouvir aqui, e que eu estou a pensar seriamente em adoptar aqui para casa. Ia ser engraçado... não?
Pronto, acho que é tudo para já. Se chegaram aqui e ainda não viram a série sigam o conselho desta vossa amiga que não vos engana: larguem tudo e dediquem-se a ver Breaking Bad, deixo desde já o aviso de que contém propriedades aditivas. Os que já viram certamente que me compreendem e querem ver outra vez! 

domingo, 31 de janeiro de 2016

A minha estante | Open

Apesar de ser um livro de considerável volume, demorei apenas três dias para o ler do princípio ao fim - e reler algumas partes. Quando Andre Agassi anunciou a sua "reforma" eu ainda não era uma apreciadora de ténis. Era uma miúda com pouca noção da beleza do desporto em geral e do ténis em particular e o Andre era uma lenda que tinha revolucionado o ténis. Um rebelde que se tornou num ídolo. E numa lenda!
A partir do momento em que começamos a ler este livro (escrito em colaboração com JR Moehringer) não há volta a dar, nem nós queremos que haja até porque nos dá vontade de o devorar de um só fôlego como se fossemos o dragão cuspidor de bolas de ténis. Entrámos na história da construção de um dos melhores tenistas de todos os tempos mas mais do que isso, na construção do Andre como pessoa, mais do que como tenista.
Apesar de tudo o que Andre conquistou, ficamos sempre com a sensação de que a derrota está muito mais presente do que a vitória ao longo da história que nos conta - e nos prende. Afinal venceu oito Grand Slams e foi o primeiro tenista a conseguir o Career Golden Slam (vencer todos os quatro torneios do Grand Slam e a medalha de ouro olímpica). Esse facto, no entanto, demonstra que esta autobiografia não podia ser mais o espelho de Agassi que luta quando perde e luta quando vence.
A sua vida é uma verdadeira luta e uma procura constante. Uma procura incessante para descobrir quem é, o que quer e o que vai fazer. Percebemos, de imediato, que odeia o ténis. Odeia mesmo o ténis. Odeia o ténis de verdade mas não consegue parar nem tem escolha. Torna-se profissional aos 16 anos mas a sua preparação para ser o número 1 do ranking começa aos 6 anos no quintal da sua casa de Las Vegas onde o pai montou um campo de ténis e onde Andre defronta todos os dias até à exaustão "o dragão" que não é mesmo um dragão mas uma máquina que o seu pai modificou para cuspir bolas de ténis a grande velocidade. Aos 8 anos está a bater bolas com as grandes lendas de ténis como Björn Borg, a ganhar a miúdos mais velhos e até a defrontar jogadores de futebol americano. O miúdo tem talento e isso é inegável.
Quando atinge os 13 anos e depois de defrontar e vencer todos os miúdos da sua zona, o seu pai acha que a única solução para que Andre continue a evoluir e se possa tornar no melhor tenista do mundo é mandá-lo para a Academia de Ténis de Nick Bollettieri, na Flórida. Agassi descreve a academia como uma prisão, não poupa críticas à gestão de Nick Bollettieri e faz-nos perceber o quanto quer desistir do ténis, só que não consegue. Odeia o ténis, mas nunca consegue. A sua perspicácia vale-lhe uma espécie de estatuto especial e consegue desistir da escola ainda cedo. É na Academia de Nick que ele se torna num rebelde incompreendido que usa brincos e pinta o cabelo de rosa só porque sim.
Essa rebeldia acompanha-o no início da sua carreira. Joga com calções de ganga, um penteado peculiar, de brinco, faz capas de revistas porque joga com óculos de sol ou de cor-de-rosa (aliás, Lava Quente).
Andre descobre a fama, o melhor e o pior. Questiona-se se os jornalistas que dizem que ele não passa de um fiasco não estarão certos. Questiona-se sobre tudo. Vezes sem conta. Tem dificuldades em descobrir-se, mas descobre a sua equipa. A equipa certa. A equipa que é capaz de o motivar, de o levar a fazer mais do que julga ser humanamente possível. Uma equipa de pessoas leais, esforçadas e verdadeiras. No meio disto conta-nos também como era a sua vida amorosa, ficamos a conhecer o seu casamento com Brooke Shields, a modelo com quem ele sonhava e que aparecia nas capas da Sports Illustrated e o seu casamento com Steffanie Graff, a tenista com quem ele estava desejoso por dançar quando ganhou o Wimbledon e que se tornou na sua esposa incansável e na mãe dos seus filhos.
Andre conta-nos também sobre o pânico que sentiu quando a sua carreira esteve em risco de ser suspensa por uso de metanfetaminas, o medo que teve de desiludir os fãs, a sua equipa, todos os que estavam do seu lado. Conta-nos sobre o seu renascimento, quando teve de começar do início depois de um período menos positivo, a forma como se levantou, onde ia buscar motivação e propósito. Sabemos do grande projecto da sua vida, Andre Agassi Foundation for Education, onde encontra surpreendentemente na construção de uma escola (Andre nunca foi de estudar), a sua escola o propósito que tanto procurava.
Conhecemos Andre Agassi, o homem. Quase em jeito de confissão conta-nos e mostra-nos a sua vida em detalhe porque Agassi é um homem de detalhes. Por momentos somos o Andre Agassi, por momentos odiamos o ténis, mas odiamos mesmo, por momentos ficamos sem rumo e sem chão, por momentos sabemos como é ganhar tudo o que se pode ganhar e por momentos sabemos que uma vitória não consegue tapar as feridas das derrotas. Por momentos sabemos como é perder contra Pete, sempre Pete.
Ler Open é perceber o homem que se tornou, não por acaso, num nome incontornável no ténis. Um livro que é, também ele, incontornável!
A despedida emocionada de Andre Agassi no US Open de 2006

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pensamentos pós felicidade imensurável

De manhã fiquei extremamente feliz por poder ir ver os Radiohead ao NOS Alive. Ainda estou, mas já consigo ser mais racional. Continuo a querer ir vê-los e a querer ir já tirar os bilhetes antes que esgotem.
O problema é que os Pearl Jam estão "confirmados" no NOS Alive desde o ano passado. As aspas estão ali porque ainda ninguém, quer da banda ou da organização do festival, confirmou. Recentemente os Pearl Jam também anunciaram uma Tour para 2016 mas as datas confirmadas até agora são para... a América do Norte. Uma desilusão, portanto. O problema todo é que há uma paragem em Junho e Julho. Será que vêm ao NOS Alive? Será que não? Ninguém sabe. Provavelmente não, mas a réstia de esperança que tenho não me deixa ficar descansada. Se eu tiro o bilhete só para um dia do festival e eles se lembram de ir no dia seguinte ou no anterior? É um problema, porque obviamente eu também quero ver os Pearl Jam.
Uma complicação. Um verdadeiro problema. Diria mais, uma calamidade. Eddie, diz-me lá a verdade, só a mim que eu prometo que não conto a ninguém e descansa este coração inquieto!

Podemos fazer 4 minutos de silêncio?



A felicidade da miúda

Quando vê que os Radiohead foram confirmados no NOS Alive é imensurável!! Assim dá gosto acordar cedo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"Igualdade"


O que nos une é tremendamente mais forte do que o que nos separa

"O que nos une é mais forte do que aquilo que nos separa" - WA & SDC
Ganhar sabe sempre muito bem. Ganhar ao Porto também. Ganhar depois de uma semana complicada é a cereja no topo do bolo. Foi o caso. A semana foi repleta de "notícias" que tinham como intenção desestabilizar o plantel vitoriano e a estrutura do Vitória no seu todo. A comunicação e os seus jogos de bastidores, que já são uma constante e em que nada beneficiam o futebol ou o jornalismo, têm uma parte importante na preparação da equipa, no estado psicológico da mesma e na relação da equipa com os adeptos.

Quando Sérgio Conceição assumiu o comando da equipa A do Vitória não fiquei propriamente contente. Bem pelo contrário. Quando as primeiras notícias de que seria o escolhido para suceder a Armando Evangelista começaram a circular eu recusei-me a acreditar. Pensava que não era exequível, depois de um "erro de casting", a direcção não podia arriscar outro erro. Era uma contratação demasiado polémica, que dividia opiniões e que podia, caso não resultasse, trazer consequências à SAD.

Pessoalmente, não o queria cá por uma panóplia de razões. Não achava que tinha qualidade suficiente para tirar o Vitória do mau momento em que se encontrava. Não o achava uma pessoa emocionalmente equilibrada, bem pelo contrário, e com postura e classe para representar um emblema com tanto peso e história como carrega o nosso. Mas a razão principal era a minha memória (que diga-se de passagem, até é boa) que não me deixava esquecer dos tristes episódios em que tinha faltado ao respeito ao Vitória e aos adeptos. Para mim, tinha cuspido num prato de onde ia agora comer e eu valorizo demasiado o respeito para isso me agradar. No entanto, as notícias acabaram por confirmar-se.
Quando chegou ao Vitória encontrou uma equipa debilitada não só fisicamente, mas psicologicamente. Uma equipa que tinha sido eliminada da Liga Europa por uma equipa que poucos conheciam e que, com todo o respeito (porque sem dúvida nenhum que o merecem), jogou um futebol pobre. No entanto, o futebol do Vitória foi ainda pior e conseguiram ganhar 1-4 em Guimarães, depois de uma vitória na Áustria por 2-1. Depois começou o campeonato. Esperava-se um melhor desempenho e melhor futebol. No entanto à quinta jornada somávamos apenas uma vitória frente ao Tondela e contávamos com uma derrota frente ao Porto e três empates frente ao Belenenses, ao União da Madeira e ao Vitória de Setúbal. Ou seja, um total de 6 pontos em 15 possíveis. Armando Evangelista saiu quando nunca devia ter "entrado".
Veio Sérgio Conceição. Disse aqui no blogue que a partir do momento em que é treinador do Vitória tem o meu apoio porque, obviamente, quero o melhor para o meu clube. Isso não significa que o acho um treinador magnífico e muito menos elimina o que já tinha dito no passado. Obviamente que não, e como já disse, eu até tenho uma memória boa. Para me conquistar enquanto treinador tinha que se esforçar umas 100 vezes mais (no mínimo) do que outro treinador qualquer e mesmo assim era complicado. Tinha de me conquistar pelo futebol, pelos resultados e pela postura.

Começou mal, com uma série de 4 derrotas. Duas para o campeonato, a primeira em casa frente ao Braga e a segunda em Alvalade com um resultado bastante "pesado". As outras duas derrotas foram fora de portas, uma delas em Vila do Conde frente ao Rio Ave e que resultou na eliminação da Taça da Liga (ou CTT, como preferirem) e depois em casa do Penafiel, que resultou na eliminação da Taça de Portugal. Reformulo o que disse: começou muito mal. A partir daí as coisas foram melhorando, ainda que a passinhos de bebé. Desde a oitava jornada, o Vitória soma 6 vitórias, 3 derrotas e 2 empates. Não é o ideal e o futebol não é, na maioria dos casos, satisfatório, mas tendo em conta o início da época é... aceitável. Eu não sou de "aceitáveis". Enquanto adepta e sócia exijo mais e o melhor. Quero melhores resultados e melhor futebol. Sem dúvida nenhuma!
Neste momento, o Vitória encontra-se no 6º lugar com 26 pontos, a 3 pontos do 5º lugar. O 6º lugar, como vocês sabem, não dá acesso à Liga Europa. Isso para mim não é aceitável. Um clube como o Vitória tem de lutar para mais do que isto. Há uma segunda volta quase completa (e que começou muito bem, com a vitória frente ao Porto) para ser jogada, ou seja, ainda há muitos pontos para serem disputados. Apesar da eliminação da Taça de Portugal e da Liga Europa (a Taça CTT apesar de ser sempre uma competição em que se deve tentar dar o melhor, não é o que considero ser um grande objectivo; o mais aliciante é o prémio monetário porque prestígio e história não tem muito e como já li algures chama-se CTT por algum motivo, provavelmente porque já tem a morada pré-definida) ainda é possível alcançar um lugar "aceitável" (o 6º lugar não é aceitável, é só mau) esta época. Infelizmente já não depende só de nós, mas tenho a certeza absoluta de que se esta equipa se esforçar e lutar até ao fim consegue porque já mostrou que tem garra e qualidade.

Tudo isto para dizer que sim... Sérgio Conceição tem feito um bom trabalho e surpreendeu-me. Também me tem surpreendido pela sua postura mais controlada, menos espalhafatosa e por demonstrar mais respeito pelos adversários (eu acho fundamental uma instituição mostrar respeito pelo adversário, até porque não há adversários fáceis; muitos jogos são perdidos no erro em que alguns caem em não respeitar o outro lado que também trabalha e batalha para alcançar a vitória. Aliás, acho que um dos factores que levou o Vitória a ser eliminado da Liga Europa foi a "arrogância" do então nosso treinador face ao nosso adversário e a desvalorização do trabalho por eles desenvolvido). Isso agrada-me. Eu acredito que, no fundo, a postura dos treinadores acaba por ser um bocado um espelho da postura dos clubes em que se encontram.

Voltando ao assunto inicial deste post, os dias que antecederam este jogo foram marcados por um chorrilho de notícias que davam conta de que Sérgio Conceição ia para o Porto, uns chegaram mesmo a noticiar que a contratação era certa e que Sérgio Conceição já se ia sentar no banco portista no domingo. Os jornais desportivos até já tinham nomes do provável sucessor de Sérgio Conceição! Da sua parte não ouvimos muito e do Vitória tão pouco. Não sei se o objectivo era blindar a equipa ao que se passava no exterior. Talvez tenha sido. No entanto, as opiniões dos adeptos dividiam-se. Acho que já poucos sabiam no que acreditar. Pelo seu historial, eu tinha um pé e meio atrás. Tinha as minhas dúvidas mas também achava que havia uma forte possibilidade de ser mais do mesmo de uma comunicação social podre e nojenta. Queria acreditar que era porque, caso contrário, tínhamos tido no Vitória alguém completamente desprovido de ética e respeito por quem representa e pelo futebol. Isso era inaceitável!

Nada disso se confirmou e Sérgio Conceição sentou-se (que é como quem diz porque o homem tem dificuldades em sentar-se durante os jogos) no nosso banco, continuava nosso treinador. Eu esperava sinceramente que este circo desse motivação à equipa para deixar tudo em campo e para conquistar os três pontos. Era a única coisa boa a tirar de uma situação negativa.

O Vitória conseguiu, com mérito, vencer ao Porto. O único golo (e madrugador) foi de Bouba Saré e, apesar das dificuldades que a equipa tem demonstrado em manter-se em vantagem, conseguiu segurar muito bem o resultado e chegar ao fim com os 3 pontos garantidos. Frente a um Porto a que claramente falta liderança, os "nossos meninos" estiveram bem, o nosso treinador também e como não podia deixar de ser uma massa associativa que disse presente e esteve lá a apoiar durante todo o jogo. O costume!

No final as dúvidas ainda continuavam sobre se Sérgio ia ou não para o Porto. Na flash interview e na conferência de imprensa ouvi um Sérgio Conceição emocionado, orgulhoso do resultado e da equipa e chateado com tudo o que tinha sido escrito durante a semana. No entanto não ouvi uma resposta satisfatória à pergunta que eu também tinha. Ao início achei que não ia, depois de ter dito o que disse não podia ir, isso seria faltar ao respeito a si próprio e à sua palavra. Depois de alguns minutos de reflexão pensei que aquilo era o que ele diria se saísse. Depois pensei que não, não ia, claro que não. Não estava propriamente esclarecida relativamente a esse assunto apesar do que ia vendo e ouvindo nas redes sociais e das declarações do capitão Cafú. Só fiquei totalmente convencida de que não ia quando o Porto anunciou que tinham contratado José Peseiro.

Costumam dizer que sem fumo não há fogo. Não sei se houve alguma chama para gerar tanto fumo. Não sei se houve algum contacto entre o Porto e o Sérgio ou não. Gostava de saber, mas não sei. Nesse caso vou tomar a posição que tomo relativamente a tudo na minha vida: vou acreditar no lado que se afigura como mais credível e me dá mais confiança. Neste momento o Sérgio Conceição apresenta-se mais credível do que a comunicação social. Continuo a dizer que, para mim, ainda tem muito que provar. No entanto acho que vou dar o braço a torcer neste assunto e acreditar quando disse, na antevisão, que "sobre aquilo que tem vindo a público, posso-vos garantir que comigo ninguém falou, tenho contrato com o Vitória, respeito com a direcção, com os adeptos". Vou acreditar nisso e não numa comunicação corrupta e suja, que não tem interesse em apurar o que é verdade nem tem qualquer respeito pelas instituições e pelas pessoas de quem falam.

No dia seguinte confirmou-se mais uma vez aquilo que acabei de dizer. Confirmei que as preferências da comunicação são brutais e não podiam estar mais à vista. Dia após dia é a mesma coisa. Não muda! No dia seguinte percebi que o Vitória não tinha ganho, o Porto é que tinha perdido. As capas são para os mesmos do costume, os destaques são para os mesmos do costume. Porque é que não destacaram a boa prestação do João Miguel Silva ao invés de darem destaque ao deslize do Casillas? Porque o Casillas vende. Não que este circo me deixe triste. Afinal, os 3 pontos são nossos. Deixa-me é com pena porque o futebol merece mais respeito, assim como o jornalismo. Jornalismo não é isto. Jornalismo não é terrorismo.

A vitória é nosso e os 3 pontos também. Isso é o que, no fim do dia, realmente importa. Portanto sim, acho que o que nos une é tremendamente mais forte do que o que nos separa. Ou tenta separar. Não interessa. O que interessa é continuar. Os tristes jogos que a comunicação tenta jogar ficam para trás. Nós continuamos. Preferencialmente unidos e com a certeza de que tudo é passageiro, menos o amor que nos une. Isso não passa. O resto passa tudo. Menos isso. É. O que nos une é mais forte do que o que nos separa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Podemos ser todos crianças?

Ontem fui jantar à Taberna Londrina antes do Vitória - Porto, mas não é isso que é importante. Pouco depois de me sentar para jantar, uma menina que não devia ter mais de 2 anos estava a olhar para mim. Eu sorri-lhe. Daqueles sorrisos abertos que é impossível não dar a uma criança quando olha para nós de olhos esbugalhados. A menina, de quem eu não sei o nome, veio para junto de mim e pediu-me colo com as mãos. Eu peguei nela, dei-lhe um beijinho naquelas bochechas fofinhas e disse-lhe olá. O pai foi buscá-la, mas ela queria ficar no meu colo. Sem me conhecer de lado nenhum! Não é a coisa mais fofinha do mundo? Devíamos ser todos assim. Se calhar gostou da minha camisola do Vitória, ou então achou que eu era simpática e decidiu fazer o meu dia. Não sei porquê, mas fez-me muito feliz. São momentos assim pequeninos que fazem o nosso dia-a-dia muito melhor e mais agradável! Gostava tanto que conseguíssemos ser todos assim. Puros e verdadeiros. Sem medo de dar um abraço a um desconhecido. Gostei tanto daquela miúda que gostava que o mundo fosse todo como ela e tenho a certeza que vai ser uma mulher cheia de pinta e muito feliz. Pelo menos espero que sim, do fundo do meu coração. Fez-me sorrir e isso vale muito. Definitivamente, devíamos ser todos crianças. Nem que fosse só por um bocadinho.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Mas é verdade?

Já foram anunciados os nomeados aos Oscars. Isso significa que é altura de começar as reflexões profundas sobre todos os filmes e desempenhos dos actores. Alguém da redacção do The Shiznit já passou essa fase e fez a pergunta: e se os posters dos filmes dissessem a verdade? Seria mais ou menos assim:
Bridge of Spies
The Revenant
Steve Jobs

The Big Short
The Danish Girl

Inside Out
Carol
Mad Max
Sicario
The Martian
Joy
Brooklyn
Room
The Hateful Eight
Ex Machina
Spotlight
E o bónus: 

A entrega dos prémios é dia 28 de Fevereiro mas o burburinho e as especulações já começaram e intensificam-se de semana para semana. Eu (e o Leonardo DiCaprio) já estamos ansiosos para ver quem leva mais troféus para casa.
A partir de 1 de Fevereiro está aberto a época dos Oscars aqui no estaminé. Vou ver os filmes TODOS e vou falar dos filmes TODOS aqui e vou dar as minhas previsões no próprio dia 28. Portanto fiquem atentos e deixem as vossas opiniões. Agora quero saber: são estes os posters verdadeiros?