quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Se tivesse uma máquina do tempo...

Queria ir para os anos 90 ver alguns concertos. Por alguns entenda-se muitos. Daqueles concertos típicos dos anos 90 em que as pessoas estavam lá pela música e para aproveitar ao máximo aquele momento, sem telemóveis a gravar tudo o tempo todo, em que as bandas davam um espectáculo a sério com música a sério. Ia ver os Pearl Jam em 1992 já. Depois escolhia mais uns. Para a semana ia para os anos 20 festejar como o Gatsby e ver jogos do Vitória naquela altura. Era capaz de fazer mais umas coisas, como ir para Washington ouvir o sonho de Martin Luther King. Vou pensar em mais algumas coisas e fazer uma lista para quando inventarem a máquina do tempo eu já estar preparada!
Até lá contento-me com vídeos assim e com a esperança de que estes meninos ponham os pés em solo português este ano!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O primo do Óscar


As diferenças entre os Oscars e os Globos de Ouro são muitas apesar de poder parecer que é só uma desculpa para haver uma festança dos ricos e famosos. Não é. Os Globos de Ouros são prémios atribuídos pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood e é considerado o prémio mais importante da crítica (os Oscars e os Emmys são atribuídos por profissionais do cinema). No entanto, dizem que os Globos de Ouro é o primo bêbado do Óscar. Talvez seja, o Ricky Gervais conduziu a cerimónia com um copo de cerveja a acompanhar e não se coibiu de fazer piadas controversas que estão a ser apelidadas de "tasteless" na imprensa norte-americana. Não deixou ninguém de fora e foram desde Caitlyn Jenner a Ben Affleck, passando por Bill Cosby e Mel Gibson. Em cima do palco os actores também não estiveram tímidos nas palavras e não foram poucos os que foram censurados. Deixando isso para trás até porque eu não vi a cerimónia, apenas vi alguns highlights, vamos ao que interessa: os vencedores!
Ainda não vi a maioria dos filmes nomeados (em Fevereiro começa a maratona para ver todos os nomeados aos Oscars) mas tenho algumas observações:

  • O grande vencedor da noite foi The Revenant que levou para casa três troféus importantes - Melhor Filme (drama), Melhor Realizador (Alejandro Iñárritu) e Melhor Actor (Leonardo DiCaprio). Este foi um dos filmes que ainda não vi mas que estou muito curiosa para ver e é, sem dúvida, aquele de que espero mais.
  • No ponto anterior já referi que Leonardo DiCaprio venceu na categoria de Melhor Actor. Sendo que não posso tecer nenhum comentário sobre o seu desempenho, tenho de dizer que fiquei feliz por ter vencido porque foi um papel que lhe exigiu muito (como por exemplo, dormir em carcaças de animais ou quase entrar em hipotermia) e acredito que tenha sido merecido porque no momento em que o seu nome foi anunciado recebeu uma ovação de pé!
  • The Martian arrecadou dois prémios: Melhor Filme (Comédia ou Musical) e Melhor Actor em Comédia ou Musical (Matt Damon). Um filme com qualidade, que nos prende até ao último minuto e que é genuinamente engraçado; Matt Damon tem um desempenho carismático e enche o ecrã. Em breve farei o comentário ao filme aqui no blogue.
  • O prémio de Melhor Actor Secundário foi para Sylvester Stallone em Creed. Parece-me merecido. O filme é excelente e Stallone faz-nos esquecer que tem... 69 anos. Aparece revigorado, brilha pela sua excelência e pela cumplicidade com Michael B. Jordan.
  • Da televisão, foi Mr. Robot o grande vencedor: arrecadou o prémio de Melhor Série Drama e Melhor Actor Secundário (Christian Slater). Sobre isto não há muito mais a dizer para além de que foi merecido. Considero esta como a melhor série de 2015 sem dúvida nenhuma. Se não viram ainda, vejam!
  • Last but not least, o grande e enorme Denzel Washington recebeu o prémio Cecil B. DeMille em homenagem à sua carreira! Well done Hollywood Foreign Press Association!
  • Ah e não sei de quem foi a ideia de juntar Brad Pitt e Ryan Gosling no mesmo palco mas belíssima ideia essa,
  • Agora mesmo para acabar e porque houve toda uma red carpet antes da cerimónia tenho de dizer que a Jennifer Lopez aos 46 anos me deixa cheia de inveja!
Agora que já teci as minhas críticas quero saber quais são as vossas opiniões sobre os Globos de Ouro e as previsões sobre quem leva um Óscar para casa!

Os melhores do mundo

Daqui a menos de meia hora inicia-se a cerimónia para a entrega da Bola de Ouro em que a FIFA volta a distinguir quem é o melhor jogador do mundo. Os nomeados são os mesmos do costume, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, e o miúdo Neymar.
Na internet, a maioria das pessoas discute o mesmo de sempre: de um lado estão aqueles que defendem com unhas e dentes que Ronaldo é o melhor do mundo e do outro lado estão aqueles que defendem que Lionel Messi é que é o melhor do mundo.
Ambos os lados têm argumentos válidos e ambos os lados estão correctos: Ronaldo é o melhor do mundo, mas Messi também é o melhor do mundo. São jogadores diferentes e é injusto engrandecer um para diminuir outro. São os dois estratosféricos e é hora de celebrarmos o facto de podermos apreciar o futebol de ambos em vez de continuar a discutir qual é o sexo dos anjos.
Ronaldo tem (e sempre teve) números impressionantes, desenhou-se a si próprio e construiu-se. Jogou no campeonato português, inglês e espanhol e em todos os campeonatos brilhou e mostrou-nos a todos porque é que gostamos de futebol. Messi é natural quando tem a bola e faz magia, também nos mostra porque é que gostamos de futebol. Já ganhou muito com o Barcelona e estou certa de que continuará a ganhar.
Pessoalmente admiro mais um do que outro. Quem me acompanha por aqui ou quem lida comigo sabe que admiro profundamente Ronaldo e a sua luta, a sua vontade de vencer e a forma como superou as adversidades. Não só por ser português, apesar de isso me dar um orgulho extra, afinal é nacional, é nosso. Não só por isso mas também porque nunca teve facilidades, bem pelo contrário e continua num clube que não lhe é nada favorável e que, no meu entender, não o apoia como devia.
Este ano acho que o vencedor será Messi e que consolidará assim o seu estatuto com a quinta bola de ouro na carreira. Ronaldo tem três. Se Messi levar o troféu para casa é justo, apesar de não achar que a diferença de bolas de ouro entre Messi e Ronaldo reflecte a diferença de desempenho nas últimas épocas. Neymar é o outsider, que já demonstrou ter qualidade e talento para se tornar no melhor do mundo.
Este ano, Ronaldo tem a favor os 57 golos marcados em 57 jogos contra 52 golos de Messi em 61 jogos e 45 de Neymar em 62; Neymar e Messi têm a favor os títulos colectivos porque somam 5 e Ronaldo... nenhum.
Será também premiado o melhor treinador. Os nomeados são: Pep Guardiola (Bayern de Munique), Luís Enrique (Barcelona) e Jorge Sampaoli (Chile).
Mas nem só de homens se faz a bola de ouro! Na categoria feminina o prémio de Melhor Jogadora do Mundo será disputado entre Carli Lloyd, Aya Muyama e Celia Sasic.

we can be heroes

We're nothing, and nothing will help us

sábado, 9 de janeiro de 2016

As minhas séries | Blindspot

Imaginem acordar dentro de um saco em Times Square (e só para saberem, Times Square foi encerrada para filmar essa cena) sem memória absolutamente nenhuma, não sabem o vosso nome, não sabem que idade têm, de onde são, quem vos colocou ali, o que já fizeram, não sabem quem é a vossa família nem sabem quem são. Imaginem também que quando acordam descobrem que têm o corpo completamente coberto em tatuagens, que não só não se lembram de as terem feito como não sabem qual o significado de nenhuma delas. Complicado, não é?
É a história de Jane Doe (Jaimie Alexander). A única tatuagem descodificável a olho nu é uma: a que está nas costas e que é, claramente, um aviso para ter em conta. Nas costas Jane Doe tem tatuado o nome de um agente do FBI: Kurt Weller (Sullivan Stapleton). Aparentemente não há nada que os relacione, Kurt não reconhece Jane e Jane não reconhece ninguém, nem a si própria. Descobrir o significado de cada tatuagem é fundamental para saber não só quem ela é, mas também para descobrir como ficou assim e qual o propósito de todo o mistério.
Se querem suspense então Blindspot é uma boa aposta. Não tem a originalidade de Mr. Robot ou a tensão de Scandal mas consegue manter-me bastante entretida e ansiosa pelo próximo episódio e neste caso, pela próxima temporada que vai para o ar no final de Fevereiro. O meu maior medo é tornar-se muito repetitiva (como as C.S.I.'s desta vida). Entretanto, para além de Blindspot há mais uma série a acrescentar à minha conta, mas conto-vos noutro dia. Entretanto vou ver se descubro se há uma palavra que defina alguém que é viciada em séries.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

É só isto

Ainda estou a tempo de vos desejar um bom ano? Devo estar, até porque ninguém sabe muito bem quando deixamos de desejar "bom ano novo", a população mundial fica toda confusa porque ninguém define datas importantes como deixar de desejar bom ano. Eu tenho por norma andar nisto até ao Carnaval ou Páscoa, conforme. Por isso espero que tenham um excelente 2016!
Este estabelecimento anda assim um bocado ao abandono e a culpa é minha, eu sei. Eu digo sempre que vou tentar escrever mais e tal mas acabo por me dar à preguiça. Desta vez é uma resolução de ano novo, por isso vai ser mesmo a sério (pelo menos vamos tentar acreditar que sim)!
Quando não escrevo aqui durante um tempo considerável acho que deixei passar uma série de coisas importantes. Se calhar deixei, mas provavelmente alguém se pronunciou sobre essas coisas importantes - e, provavelmente, melhor do que eu.
Vamos às coisas que interessam agora. Este meu primeiro post do ano vai ser para reclamar de algumas coisinhas, porque se há coisa que eu sei fazer bem é reclamar do que acho que não está bem e como eu sou uma pessoa realmente crítica (e não interpretem isto no sentido negativo, eu acho que é necessário fazer críticas construtivas e assentes em argumentos válidos daquilo que nos parece errado e não aceitar tudo "porque é assim") tinha de começar desta forma.

Em primeiro lugar, tenho de falar do jogo Vitória - Benfica no passado dia 2, da prestação e das atitudes de Carlos Xistra. Como adepta sinto-me revoltada quando os árbitros querem tanto o protagonismo que não dão espaço para se jogar futebol, ou para se jogar futebol de forma justa e com o campo equilibrado. Eu assumo que os erros são humanos e que, como é óbvio, os árbitros podem errar. Podem, o problema é que esses erros são sempre para beneficiar os mesmos e de forma descarada. Neste jogo só não viu quem não quis que o futebol é uma brincadeira para alguns e que enquanto uns podem tudo os outros não podem nada. Foi claramente um roubo encomendado e que já é uma constante no futebol português.
Infelizmente os "poderosos" continuam a consentir e a abanar a cabeça dizendo que tudo está bem e que é assim que as coisas funcionam. A comunicação social também consente e só conhece o caminho para Guimarães em 3 ou 4 jogos por época porque o resto para eles não tem importância.
E é assim que se fazem campeões, os campeões que aqui se ajoelharam porque de futebol em vermelho pouco se viu e em que o Vitória podia (e merecia) os 3 pontos. É assim que se fazem, em jogos destes, com o campo em desequilibro e com 14 jogadores em campo.
No final Xistra não podia acabar sem dar mais uma vez o ar da sua graça, então insultou Sérgio Conceição porque árbitro que é árbitro faz o que lhe apetece. Eu sei que o Sérgio não é, nem nunca foi, um anjo caído do céu e que nem sempre é politicamente correcto, mas isso não dá o direito ao árbitro de o insultar - e tal como os jogadores, treinadores ou membros das equipas técnicas dos clubes são expulsos e punidos por insultarem o árbitro (e acho bem que se tomem esse tipo de medidas) também os árbitros deviam ser severamente castigados porque se estes são a "autoridade" devem ser os primeiros a dar o exemplo. Infelizmente é cada vez mais disto que temos no futebol português, o que é triste e decepcionante. Eu pago quotas e bilhetes porque espero ver futebol a sério e é pena que se permita que estes amadores continuem a estragar o futebol.
Na bancada continuamos a fazer com que os "grandes" continuem a sentir-se pequeninos, coisa que continua a ser única em Portugal. Infelizmente os estádios estão cada vez mais vazios e sem dúvida que jogos em que a verdade desportiva continua a faltar - e em que continuam a consentir com isso - é uma das causas do afastamento do público dos estádios.

Outra das causas do afastamento do público dos estádios é o horário e a ditadura das televisões (nem vamos falar dos contratos milionários que foram notícia nos últimos tempos, como sempre continua a cultura de se tornar os ricos ainda mais ricos e os pobres... mais pobres). Na última quarta-feira o Moreirense-Vitória jogou-se às 16:15h. Não sei bem qual o objectivo de pôr um jogo a esta hora. Acho que deve ser mesmo vontade de tirar os adeptos do estádio ou prejudicar o futebol. Não percebo, e também não percebo o porquê de ninguém se revoltar publicamente contra isto. Decisões destas só prejudicam o futebol, sem trazer qualquer benefício aos clubes, aos adeptos nem à modalidade. O que é triste. É triste perceber que quem tem o "controlo" de tudo isto não quer saber, não tenta sequer melhorar o futebol, nem tenta tornar a modalidade em algo melhor, mais bonito e mais acessível a todos. Infelizmente desta vez não pude ir nem ver o jogo, mas os vitorianos voltaram a marcar presença e a mostrar que estas gentes têm um ADN único e especial. Somos assim. Apesar das injustiças e da má face de tudo isto, não nos afastam! Ah, e neste dérbie entre amigos trouxemos os 3 pontos. Soube bem! Sábado, outra vez no nosso "castelo", temos de conquistar mais 3 porque o caminho deve ser de vitórias.
Foto: www.vitoriasc.pt

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O verbo amar

Já devia ter escrito isto antes, porque dizem que quando passa o dia, passa a romaria. Se não é assim, é parecido. Mas também dizem que é melhor tarde do que nunca. Portanto ainda é altura de me pronunciar.
No sábado passado fui ao Estádio do Bessa apoiar o meu amor do coração naquela que foi a deslocação mais cansativa de sempre (e eu já tenho algumas na conta). O futebol não foi o melhor, e ao intervalo o cenário estava mau. Não podíamos sofrer outra derrota, porque neste momento os pontos são mais do que meros pontos que nos dão uma classificação na tabela. Nem os tantos vitorianos que lá estavam presentes mereciam (mais) uma derrota.
Jogar com o Boavista é sempre especial por toda a tradição e história que os clubes carregam. Este jogo não foi excepção e apesar do pobre futebol e fruto das campanhas menos "ricas" que os clubes estão a fazer as emoções estiveram sempre à flor da pele. Pelo menos as minhas, eu que não consigo sentir o Vitória com menos intensidade quando as coisas correm menos bem. Sou assim, somos assim.
Por sermos assim e pelas nossas características tão únicas, acredito que somos a única massa associativa do país capaz de fazer uma deslocação destas. Por uma deslocação destas entenda-se: uma viagem de comboio Guimarães - Campanhã (que saiu de Guimarães por volta das 14 horas), depois uma viagem no metro (em estilo sardinhas enlatadas) até à Avenida da Boavista. Para chegar da Avenida da Boavista até ao estádio percorrer cerca de 3km a pé (segundo o Google Maps) que pareceram 10km porque parámos de 3 em 3 minutos (acreditem que não estou a exagerar). Mas tenho de admitir que apesar de ser muito chato estar sempre a parar soube muitíssimo bem gritar pelo Vitória no meio da cidade do Porto e ver pessoas sair dos cafés, lojas e casas (e também da Casa da Música) para nos ver passar e filmar, soube muito bem ao longo do caminho e das janelas (inclusive perto do estádio do Boavista) gritarem pelo Vitória e desejarem "Força" e "Boa sorte" - acredito que não sejam vitorianos, mas acredito que gostem de nós, aliás, perante tamanha manifestação de amor é impossível não gostar e soube bem ver todos os turistas que passeavam naqueles autocarros turísticos festejar connosco e a aplaudir-nos e a filmar-nos (devem ter ido para os países deles a pensar que nós tínhamos ganho a Champions League cá da zona). Tudo isto para chegar ao Estádio e apoiar ininterruptamente e de forma soberba (como só nós conseguimos fazer) durante mais de 90 minutos. Depois fazer a viagem de regresso a Guimarães, claro. Mais uns bons 3 ou 4 km para apanhar o metro e regressar à estação da Campanhã para apanhar o comboio das 21 horas para fazer a viagem de regresso a pé (para a maioria dos adeptos, eu incluída) onde a palavra mais ouvida era "jantar" para chegar ao Berço por volta das 22h40m. (De realçar que esta deslocação ocorreu sem nenhum incidente, tomem nota "grandes")
Sim, definitivamente somos os únicos capaz de o fazer. Fizemos e voltaríamos a fazer apesar de no final as nossas pernas já nem nos quererem responder tamanho é o cansaço (e o frio). Fazemos porque acreditamos no Vitória e porque sabemos que o Vitória é nosso. É nosso e há-de ser. Porque ninguém consegue tomar melhor conta dele. Afinal, devemos cuidar de quem amamos e como uma vez li em algum lado o segundo verbo que mais conjugamos é sofrer. O primeiro é, sem dúvida, amar!
O vídeo que não consigo anexar (e que não é meu) está aqui.

sábado, 14 de novembro de 2015

Nous sommes avec vous

Acordei com um sentimento de revolta a pensar que talvez tudo tivesse sido um pesadelo e nada disto tivesse acontecido. Infelizmente aconteceu. A França está de luto e nós também, pelas vidas inocentes que ontem foram roubadas em nome do poder a todos os custos e sem meias medidas. O ataque de ontem é repugnante, é triste e desolador. Tudo a acontecer aqui tão perto. Em dias destes o pior do ser humano tem destaque. Não consigo ainda conceber esta ideia de Paris em silêncio e com as luzes apagadas. Não consigo entender que alguém tenha coragem de matar outro ser humano.
Hoje acordei com o coração apertado porque podia ser eu ou alguém que eu conhecesse. Em nome de quê? Com que objectivo? No fim, chegamos todos ao mesmo sítio. No fim a morte espera-nos a todos mas ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém. A todos os familiares das vítimas da noite de ontem as minhas sinceras condolências. La mort n'est rien

La mort n'est rien
Je suis simplement passé dans la pièce à côté.
Je suis moi. Tu es toi.
Ce que nous étions l'un pour l'autre, nous le sommes toujours.
Danne-moi le nom que tu m'a toujours donné.
Parle-moi comme tu l'as toujours fait.
N'emploie pas de ton différent.

Ne prends pas un air solennel ou triste-
Continue à rire de ces petites choses qui nous amusaint tant...
Vis. Souris. Pense à moi. Prie pour moi.
Que mon nom soit toujours prononcé à la maison comme
il l'a toujours été.
Sans emphase d'aucune sorte et sans trace d'ombre.

La vie signifie ce qu'elle a toujours signifié.
Elle reste ce qu'elle a toujours été. Le fil n'est pas coupé.
Pourquoi serais-je hors de ta pensée,
Simplement parce que je suis hors de ta vue?
Je t'attends. Je ne suis pas loin.
Juste de l'autre côté du chemin.
Tu vois, tout est bien.

La mort n'est rien - Henry Scott Holland